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ALMAS PURAS: UMA PORCENTAGEM MÍNIMA



Jesus disse que devemos ser como  crianças
, com um olhar de pureza e uma alma pura, mas a questão...  é  que ser uma alma pura e repleta de luz e permanecer como tal é quase  "impossível" já que vivemos em um mundo impuro, vivenciando situações  que nos pode nos encaminhar na direção das  tentações, mas  graças a forte presença do Espírito santo que fortalece aqueles que o buscam e redireciona os que estão nas trevas para o santo caminho, podemos ter a esperança da santidade e ter uma alma pura que poderá viver de acordo com Deus. 

Existe no mundo milhares de pessoas de coração bom, mas não puro, pois por mais boas que sejam para os outros para Deus continuam sendo más e perversas, pois as mesmas não aceitam jesus como salvador pessoal de suas vidas, e portanto suas boas ações não podem encobrir os seus pecados. Ser uma alma pura é um desafio para muitos cristãos e até mesmo para outras religiões, inconscientemente muitos religiosos buscam de uma maneira fanática, mas errônea a pureza da alma,e como "cavalos cegos" vivem de doutrinas teóricas e quando não estão em público se revelam verdadeiros lobos, mostrando apenas um rito religioso, e lonje da pureza. Uma alma pura é aquela que prática e obedece  permanecendo com um coração limpo, somente os que tem e lutam para permanecer são os que entrarão no Reino dos céus, você acha, que um bêbado, uma prostituta, ladrão, curtidor, e tantas pessoas que vivendo da forma como vivem reinarão no reino dos céus ? Sem serem regeneradas pelo sangue sagrado de Jesus? (Isso sim é impossível), essas almas só serão puras através do arrependimento e uma entrega genuína. Ser puro não é aparentar uma religiosidade "perfeita" ou ter um bom discurso, ser puro de alma é seguir os mandamentos e coloca-los em prática.
Portanto no (mundo), e quando digo "mundo" são as pessoas que seguem o sistema de satanás, um número grande, mas pequeno aos olhos de Deus já que ele tem o poder de purifica-las, almas que futuramente serão purificadas pelo sangue de Jesus, que sacrificarao suas vontades e seus desejos carnais por amor a ele. 


Para ser e permanecer puro ou pura é uma guerra constante contra você mesmo, contra o mundo e contra o diabo, portanto; é pura ilusão achar que seguir jesus é caminhar pelo caminho "lite", o dito: caminho da facilidade e do conforto, onde as pessoas ficam a vontade para "fazerem tudo oque querem" fazendo com que a idéia de ser alma pura seja afastada de imediato. 
Somos todos pecadores isso é óbvio, mas precisamos firmar a idéia de sermos justos e almas redimidas e com a certeza da salvação após a morte, caso você não tenha essa certeza, então; há algo errado, pois não pode haver dúvidas.


Jesus Cristo, anjos, arcanjos e entre outros seres celestes que não conhecemos, residentes de um vasto universo celestial que até hoje desconhecemos (fisicamente) seres puros que nunca se contaminaram com o pecado são exemplos que devemos tentar seguir mesmo sob maldição, me lembro que muito tempo atrás "quando eu não estava muito bem" um dirigente de uma determinada igreja me disse que se eu não nascesse de novo sempre seria o mesmo e nunca me libertaria da velha criatura, ele estava certo, até hoje não é fácil lutar e permanecer, pois o caminho para ser puro é apertado e creio que até mesmo ele e os demais dirigentes passam pelo "deserto" batalhando o bom combate, branqueando suas vestes para a volta do "noivo". Eles sabem que são imperfeitos e que precisam renovar a salvação, no meu caso luto todos os dias para permanecer firme com jesus e espero que você leitor esteja ciente de quê a sua dependência de Deus deva permanecer até o fim de seus dias, lute não desista !

Enquanto isso no paraíso o qual Deus têm prometido aos vencedores, será um reino onde o pecado não terá espaço, onde a verdadeira santidade reinará com grande júbilo, anjos e todos aqueles que preservaram suas vestes, os ditos: Santos da grande tribulação aqueles que no futuro ficarão para trás (pois antes aparentavam um falso cristianismo) e após o arrebatamento enfrentarão o Anticristo, resultando em martírio, por não negarem a fé em jesus, e sofrerão perseguição tamanha que até os soldados da besta duvidara de quê lado estão. Os mártires serão automaticamente branqueados com às vestiduras brancas 
(que significa pureza) que serão mortos mas "vivos" para algo maior. Se os seres celestiais são puros, imagine meu amigo e amiga como deve ser a convivência no reino celestial, veja o que está escrito no livro das revelações :

E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.

E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.

E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.

E disse-me: 

Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.

Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.

Apocalipse 22:1-7

Medite, ser puro é tão importante do que viver a toa e fazendo oque não agrada a Deus, que concerteza garantirá a sua entrada no Reino de Deus. Não importa o que os outros dizem não dê ouvidos ás críticas, pois a salvação é individual. No entanto a verdadeira pureza vem de um coração novo nascido do espírito, que assim abre a porta para Cristo deixando-o entrar e fazer morada, mas tudo vai depender de você.



Autor: Luciano Silva



APOCALIPSE E O FIM DO MUNDO



A Bíblia diz que o mundo tal como conhecemos terá um fim. Deus prometeu que exterminará todo o mal e fará nova todas as coisas(Apocalipse 21:5).

Há relatos acerca dos eventos conjugados ao fim em vários livros da Bíblia. 'Apocalipse' é um termo grego que significa "revelação" e não "fim do mundo". Portanto, o último livro das Escrituras, relata a revelação que Jesus Cristo deu acerca dos tempos do fim, através do apóstolo João. Além das revelações descritas neste livro, também encontramos noutros livros do Antigo e Novo Testamentos profecias sobre o fim.

Como será o fim?

A Palavra de Deus nos dá algumas certezas acerca dos acontecimentos finais, mas não tantas sobre como e quando isso acontecerá exatamente. No entanto, sobre tudo o que descreve, podemos ter um panorama geral de como será. A promessa mais esperada por todos os cristãos é a segunda vinda de Jesus Cristo. Inúmeros sinais são relatados como precedentes da volta do Senhor, e, muitos sinais mostram que já temos vivido alguns eventos que antecedem o fim.A Bíblia descreve os acontecimentos finais como forma de alerta e encorajamento. Alerta para aqueles que não creem em Cristo e vivem alheios ao que Ele ensinou. E, encorajamento àqueles que aceitaram pela fé a oferta da graça, para que se preparem para os sofrimentos que poderão experimentar e para perseverem até o fim, com Jesus Cristo.

Fim do mundo é certo, porém imprevisível!


O fim dessa era vai acontecer, mas ninguém sabe o dia nem a hora. A Bíblia afirma que o fim está próximo e será terrivelmente avassalador. No entanto, não sabemos quando isso acontecerá exatamente (Marcos 13:32), só Deus o sabe. Não cabe a nós tentarmos descobrir qual a data, mas sim, estarmos preparados para ela. O Senhor virá para buscar aos Seus e para destruir o poder da maldade e seus praticantes. Para estes, será um dia terrível, de grande tormento e destruição:

Alertas às Igrejas

No livro de Apocalipse, após a introdução e descrição da visão de Jesus (Ap. 1), inicia-se uma série de recomendações e exortações às sete igrejas cristãs da Ásia. Os capítulos 3 e 4 são dedicados a encorajar e corrigir a conduta do povo de Deus nessas localidades:

Éfeso - Volta ao primeiro amor - (Apocalipse 2:1-7)

Esmirna - "Não temas!", "sê fiel até a morte, eu te darei a coroa da vida" - (Apocalipse 2:8-11)

Pérgamo - Reprovação divina, convite ao arrependimento - (Apocalipse 2:12-17)

Tiatira - "Conheço as tuas obras, o teu amor... tenho porém contra ti..." (Apocalipse 2:18-29)

Sardes - Aparência de que está vivo, mas está morto: "Sê vigilante..." - (Apocalipse 3:1-6)

Filadélfia - Onisciência de Cristo: porta aberta e recompensa pela perseverança - (Apocalipse 3:7-13)

Laodicéia - Ser morno não agrada a Deus, nem o auto engano: pensar ser rico sendo miserável (Apocalipse 3:14-22)

Todas as mensagens encaminhadas nas cartas àquelas igrejas do 1º século servem também hoje, para todos que pertencem à Igreja de Cristo.

A grande Tribulação


A Palavra de Deus adverte-nos acerca de tempos difíceis que sobrevirão. Tempos de angústia, em que se levantarão falsos profetas e falsos cristos, realizando falsos milagres, para tentar enganar até mesmo os escolhidos. Muitos destes sinais já parecem estar acontecendo nos nossos dias e devem ser ainda mais agravados futuramente. Contudo, Jesus disse que este será somente o princípio das dores (Mateus 24:8).

Depois disso, virá um tempo de aflição jamais visto antes, nem haverá depois (Mateus 24:21). A grande tribulação é mencionada na Bíblia, relatando tempos de sérias dificuldades, guerras, terremotos, escassez, fome, alterações ambientais, pestes e toda sorte de aflições. A grande tribulação será o maior sinal que antecede a 2ª vinda de Jesus.

O ápice da Tribulação será um tempo de acontecimentos tremendos, jamais vistos antes. Tudo acontecerá para provar os habitantes da terra (Apocalipse 3:10). Haverá punição pela maldade e pecado de todos que decidem, resolutamente, se rebelar contra o Criador. Mas aos que aceitaram a oferta de graça do Senhor Jesus Cristo, ainda que sofram, serão poupados da condenação final (Apocalipse 7:14-17).Alguns símbolos importantes do Apocalipse descrevem eventos desse período. Veja a seguir alguns deles:

Os 7 Selos, os 4 cavaleiros e seus cavalos

Nessa visão, João descreve a abertura de cada um dos sete selos pelo Cordeiro no Céu. A cada selo aberto eram chamados cavaleiros com cavalos de diferentes cores. Cada um simbolizava diferentes tipos de dores enviadas à terra:

O 1º selo representa o Cristo vitorioso que ressuscitou e venceu a morte e o inferno. Desde a Sua ressurreição todo universo aguarda a Sua 2ª vinda triunfante, vencendo e para vencer.

O 2º selo e cavalo vermelho falam-nos do sangue derramado sobre a terra em matanças, assassinatos e guerras.

O 3º selo e o cavalo preto representa a escassez, fome e miséria que assola o mundo.

O 4º selo e cavalo amarelo representam a morte e inferno que ceifam vidas através da fome, guerras, pestes e feras da terra.

O 5º selo revelou todos aqueles que sofreram e morreram por causa de Cristo.

O 6º selo revelou toda alteração que ocorrerá nos céus e na terra (terremotos, eclipse, chuva de estrelas, lua vermelha...). A abertura do último selo mostrou as orações dos santos sendo derramadas diante do altar de Deus, e a preparação para o culminar do juízo de Deus sobre o mundo.

As 7 Trombetas

João viu e descreveu o toque de trombetas. Tal como na abertura dos selos, a cada trombeta tocada por anjos designados, serão determinados diferentes juízos e aflições sobre a terra:

As 7 Pragas e as 7 Taças da Ira de Deus

As 7 pragas ou flagelos (calamidades) aqui simbolizadas pelas taças, recordam os desastres vistos no toque das trombetas. Todos que não se arrependerem e não tiverem os seus nomes inscritos no Livro da Vida serão atormentados com a Ira de Deus. João, na sua visão, descreve as 7 pragas que acometerão os moradores da terra:

Muitos destes eventos descritos na visão de João, já haviam sido profetizados anteriormente. Terremotos, pragas, destruição, aflição e escuridão estão determinados para os tempos finais. Isaías (Isaías 34:4), Joel (cap. 2 e 3) já haviam profetizado o que Jesus confirmou (Mateus 24), Paulo (1 Tessalonicenses 4:13-18; 5:1-11) e João registrou no livro do Apocalipse (Apocalipse 6:12-14).


A segunda Vinda de Jesus Cristo

Após os acontecimentos da Grande Tribulação, a Bíblia nos diz que a terra, os astros e as estrelas sofrerão alterações. É o prenúncio último da segunda vinda de Cristo. O mundo cósmico será abalado perante a chegada gloriosa do Senhor Jesus Cristo:

A seguir, aparecerá no céu o sinal de Jesus vindo nas nuvens, com poder e glória. Certamente o Rei da Glória virá com toda autoridade buscar os Seus (Apocalipse 24:31) e exercer justiça e juízo:

Os 3 conspiradores

Satanás, a Besta e o Falso Profeta são algumas das figuras demoníacas que aparecem no livro de Apocalipse. Eles se opõem a Deus e à adoração genuína a Ele. Estes irão conspirar para enganar o máximo de pessoas possíveis, para que não se arrependam nem se entreguem com fé em Jesus Cristo.

O Dragão

O dragão é a antiga serpente, o Diabo, Satanás (Apocalipse 12:9). Desde o início seu alvo é enganar, roubar, matar e destruir (João 10:10). Distorce a Palavra de Deus e promove falsos profetas para enganar as pessoas com heresias e interpretações erradas da Bíblia. É também o acusador dos crentes e está furioso contra a obra de Deus, porque sabe que o seu tempo é escasso (Apocalipse 12:12).

A Besta

Trata-se da figura de um agente de Satanás, por meio do qual ele irá exercer o seu poder maléfico sobre a terra. Há interpretações que consideram que, nos tempos em que o Apocalipse foi escrito, a Besta teria sido o Império Romano, personificado na figura de César.

Mas, como imagem simbólica para tempos futuros, a Besta também pode ser identificada com sistemas mundanos, poderes e governos humanos contrários a Deus. Ainda poderá ser associada à uma pessoa ou liderança humana mais específica.

O Falso Profeta

É outro instrumento do Diabo, usado para promover sinais miraculosos para enganar a todos. Os cristãos já foram antecipadamente alertados acerca do perigo dos falsos profetas (Marcos 13:22). Estes, são aqueles impostores que têm alguma aparência de verdade, mas são enganadores, querendo subverter a mensagem divina.Então vi saírem da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs.

São espíritos de demônios que realizam sinais milagrosos; eles vão aos reis de todo o mundo, a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso.

Apocalipse 16:13-14


Extraído do site: Perguntas bíblicas



PORQUÊ O "DEUS" DESTE SÉCULO CEGOU O ENTENDIMENTO





Quando a Bíblia diz que Satanás é o “deus deste século” que cegou o entendimento dos incrédulos, isso significa que ele é a influência por de trás desde mundo caído e perverso. Ele rege este mundo no que diz respeito ao seu modo de vida contrário à Palavra de Deus.O diabo cega o entendimento dos incrédulos para que eles não possam compreender a verdade do Evangelho. Assim, ele exerce autoridade sobre os vários aspectos de suas vidas e influencia seus pensamentos, ações e desejos.Foi o apóstolo Paulo quem falou do diabo como o “deus deste século”. Ele aplicou essa expressão ao falar do ministério do engano e da mentira de Satanás, em oposição ao fiel ministério da proclamação do verdadeiro Evangelho da Nova Aliança de Jesus Cristo (2 Coríntios 2:14-6:10).Paulo foi um apóstolo comissionado pelo Senhor para desempenhar o excelente ministério de proclamação do Evangelho. Frequentemente ele enfrentava resistência de pessoas que eram inimigas da obra de Deus e se empenhavam em espalhar heresias e minar a fé dos crentes. A cidade de Corinto foi um dos lugares onde ele mais enfrentou oposição.

Os falsos mestres de Corinto acusavam Paulo de ser um enganador que pregava uma mensagem antiquada e ineficaz. Mas na verdade eram eles que adulteravam e distorciam a Palavra de Deus. Então nesse contexto Paulo escreveu: 

“Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto; nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”

 (2 Coríntios 4:4,5).

O deus deste século


Dizer que Satanás é o deus deste século não significa dizer que ele é uma divindade; e muito menos significa colocá-lo no mesmo nível de Deus. Só há um Deus Todo-Poderoso que governa soberanamente todas as coisas.Satanás é simplesmente uma criatura de Deus. Ele é um ser espiritual que caiu do estado original de pureza em que foi criado; isto é, ele é um anjo caído que agora dedica sua existência a ser adversário de Deus e de seu povo. Ele não é o único nesse estado. A Bíblia diz que há muitos outros anjos que também pecaram, e que Satanás possui liderança sobre eles.Por causa de sua atual natureza, propósito e ação, os textos bíblicos falam de Satanás como sendo o maioral dos demônios, o príncipe deste mundo, o príncipe da potestade do ar etc. (Mateus 13:28; João 8:44; Efésios 2:2).Então Satanás não governa de forma absoluta este mundo. Na verdade ele só pode operar dentro dos limites que Deus lhe impôs. Ele só pode ir até onde Deus lhe permite ir. Em sua soberania e sabedoria, Deus permite que Satanás domine sobre o mundo incrédulo. A Bíblia diz que Satanás exerce a autoridade que lhe foi dada (Lucas 4:6).John MacArthur explica a expressão “deus deste século” dizendo que Satanás controla a atual disposição de mente do mundo expressa por meio dos ideais, opiniões, objetivos, esperanças e visões da maioria das pessoas. Isso envolve as filosofias, a educação e a economia do mundo.

Cegou o entendimento dos incrédulos


Satanás é o fomentador do engano e da mentira que há no mundo (João 8:44). O diabo é tão meticuloso em seu propósito, que a Bíblia diz que ele é capaz de se transformar em anjo de luz para enganar as pessoas (2 Coríntios 11:14). Então através de simulacros de milagres, sinais e maravilhas, ele engana os pecadores mais e mais (2 Tessalonicenses 2:9). Através de seu sistema mundano e iníquo, Satanás cega o entendimento dos incrédulos para as verdades de Deus.Portanto, como resultado da ação de Satanás neste mundo, os incrédulos se aprofundam ainda mais em suas impiedades, aumentam ainda mais suas trevas morais e transgridem cada vez mais a vontade de Deus, não compreendendo plenamente as verdades e demandas do Evangelho.A única forma de esse estado de incredulidade e cegueira ser alterado é se o próprio Deus iluminar o entendimento do pecador através do Evangelho, despertando-o para a salvação em Cristo por meio da fé (2 Coríntios 4:6; cf. João 3:3). A obra vivificadora do Espírito de Deus na vida do pecador o liberta do sistema do mundo operado por Satanás (Efésios 2:1-8).

O deus deste mundo não tem poder sobre os crentes

Isso também quer dizer que “o deus deste século” não domina sobre os verdadeiros crentes em Cristo Jesus. Os ímpios são escravos do pecado. Como prisioneiros do diabo, eles servem como agentes propagandistas de sua vontade maligna (2 Timóteo 2:26).Mas a Bíblia diz que os redimidos foram resgatados por Deus do domínio das trevas e transportados para o Reino do seu Filho amado (Colossenses 1:13). Eles vêem a glória de Cristo pela iluminação do Evangelho e refletem essa glória em suas vidas diárias. Ainda que o deus deste século tente enganá-los, ele jamais terá êxito em seu empreendimento.O apóstolo João explica por que o deus deste século que cegou o entendimento dos incrédulos, não possui poder sobre os crentes. Ele diz: 

“Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno. E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” 

(1 João 5:19,20).




Autor : Daniel Conegero





A VIDA PÓS MORTE : INFERNO A ANTE -SALA




O inferno é um lugar de intenso sofrimento 

Segundo a Bíblia, serve de habitação para todos aqueles que foram condenados ao castigo eterno.

A Bíblia se refere ao inferno tanto em seu estado atual, onde os ímpios já estão sob tormento enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos, como em seu estado final (também chamado de “lago de fogo”), onde os ímpios juntamente com o diabo e seus anjos serão eternamente castigados após o julgamento final.
Existe muita discussão e algumas dúvidas entre os cristãos acerca deste assunto. Portanto, neste texto iremos analisar alguns pontos importantes a respeito do que a Bíblia diz sobre o que é o inferno. Este será um texto um pouco longo, mas necessário para que possamos fazer um estudo bíblico completo sobre o assunto.

O que é o inferno? O inferno é real? O que a Bíblia diz sobre ele?

A doutrina bíblica acerca da realidade do inferno é muito clara, e por mais que pareça aterrorizante não deve ser negada.
Ao mesmo passo que a Bíblia ensina que a vida eterna dos redimidos ao lado de Deus no novo céu e nova terraserá tão gloriosa que é inimaginável para nós na atualidade, ela também ensina que:

O tormento eterno dos ímpios no inferno é tão terrível que foge à nossa compreensão.

Existem realmente muitas referências bíblicas que apontam para o inferno como um lugar real onde os ímpios e os anjos caídos serão atormentados.

Apesar de a doutrina acerca do inferno não aparecer tão detalhada nos livros do Antigo Testamentocomo aparece no Novo, há muitos textos que apontam para esse lugar. Um dos exemplos que podemos utilizar é a passagem de Salmos 73:17-19, onde Asafe, num questionamento sobre o sofrimento dos justos e a prosperidade dos ímpios, entende o quão terrível é o destino do ímpio quando morre, pois eles caem em ruína, são destruídos de repente, completamente tomados de pavor. Aqui podemos entender que o sofrimento do ímpio está sendo descrito deste o estado intermediário onde ele aguarda o juízo final, até sua condenação definitiva no lago de fogo.


Já no Novo Testamento, encontramos várias passagens bíblicas que falam explicitamente sobre a realidade do inferno (Mt 5:22; 8:12; 13:42,50; 18:9; 22:13; 24:51; 25:30,41-46; Lc 16:23; 1Ts 5:3; 2Ts 1:7-9; 2Pe 3:7; Jd 1:13; Ap 20:10 e outras).
Nas passagens citadas acima, podemos notar que na maioria delas é o próprio Jesus quem está ensinando. Portanto, negar a existência do inferno consiste em negar o ensino do próprio Senhor. Podemos notar que os apóstolos também ensinaram acerca do inferno, com destaque ao Apóstolo João que descreveu detalhes importantes no livro do Apocalipse.



O que significa inferno?

A palavra inferno é de origem latina e significa “profundezas”. 

Essa palavra não aparece originalmente na Bíblia, mas foi utilizada para traduzir quatro termos originais nas Escrituras, sendo eles: Sheol, Hades, Gehenna e Tártaro.
Estes quatro termos possuem diferentes significados e aplicações, porém se tratando do inferno em seu estado final, ou seja, o lugar de condenação eterna após o juízo final, Gehenna é o termo que aparece no Novo Testamento para designá-lo.
A palavra Gehenna é uma adaptação grega do hebraico Ge’hinnom, que significa “Terra de Hinom”, referindo-se a um vale no lado sul de Jerusalém onde eram oferecidos sacrifícios humanos ao deus pagão Moloque.

Mais tarde, esse ele passou a ser o lugar de incineração do entulho que vinha de Jerusalém, ficando constantemente um fogo acesso ali. Nos Evangelhos, Jesus utilizou a figura desse lugar para se referir ao local de castigo dos ímpios, pois seus ouvintes sabiam muito bem todo o contexto histórico de abominações que cercava aquele vale.
Logo, eles entenderam a severidade da condenação e o sofrimento do ímpio.

Como é o inferno?


Ao longo do tempo esta pergunta tem sido respondida com muita imaginação e fantasia, mas pouquíssima verdade bíblica. Principalmente nos últimos anos, com a divulgação de várias “experiências e visões” de pessoas que alegam ter visto ou estado lá, praticamente foi desenhada a planta do inferno, com uma riqueza de detalhes impressionante.

Porém, tais descrições não são inéditas, ao contrário, desde a literatura apocalíptica do século 2 d.C. já é possível encontrar relatos semelhantes acerca do inferno. Talvez o texto mais detalhado dessa época seja o apócrifo Apocalipse de Pedro, que trás uma descrição acerca das bem-aventuranças no céu, e os castigos por tipo de pecados no inferno.
Vale ressaltar que o autor desse livro não é o apóstolo Pedro, e o texto possui sérias contradições com as Escrituras, sendo a principal delas a negação da punição eterna.

O pensamento medieval acerca do inferno foi diretamente influenciado por esse tipo de texto, ficando explicito tanto na literatura como nas obras de arte. É importante sabermos disso para entendermos que as “visões” que são vendidas como best-sellers na atualidade, nada mais são do que as velhas histórias recontadas com um pouco mais de ficção e apelo sensacionalista.

As pessoas possuem uma aptidão natural para inventarem teorias que respondam suas próprias curiosidades. Ao procurarem detalhes específicos sobre o inferno que a Bíblia não fornece, pessoas especialistas em relatar o macabro, deram um jeito nisso, e ofereceram suas próprias “revelações divinas”.
Todo cristão verdadeiro deve ter a convicção de que a Bíblia é a única genuína revelação da Palavra de Deus. É nossa regra de fé e prática, infalível e inerrante. Assim, tudo o que precisava ser revelado por Deus a nós está nela, e ela não precisa de novos apêndices, anexos ou revisões. 

Se tais visões sobre o inferno contradizem claramente as Escrituras, então elas precisam definitivamente ser rejeitadas.

Como já foi dito, a Bíblia não fornece tantos detalhes específicos sobre o inferno, porém o que está escrito nela já é o suficiente para entendermos tamanho terror que cerca esse lugar. A Bíblia descreve o inferno como sendo:

Um lugar onde o fogo nunca se apagará (Mt 3:12; 18:8; Mc 9:43; Lc 3:17; Jd 1:7).A fornalha de fogo

 (Mt 13:42,50).


Um lugar de :

choro e ranger de dentes” (Mt 24:51).

O lugar preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25:41).

Um lugar onde o verme que atormenta o ímpio nunca morre 

(Mc 9:48).

O lugar da destruição eterna (2Ts 1:9).O lugar das mais densas trevas (Jd 1:13).Um lugar onde há tormentocom fogo e enxofre, e a fumaça desse tormento sobe pelos séculos dos séculos (Ap 14:9-11).Um lugar onde o castigo é constante, não cessando nem de dia nem de noite (Ap 20:10).O lago de fogo que arde com enxofre (Ap 21:8).
Resumindo, podemos dizer que o inferno é real, é um lugar de terrível lamento, de castigo e destruição eterna para os ímpios, Satanás e seus anjos.

O diabo governa o inferno?


Uma das crenças mais populares acerca do inferno é a de que Satanás é o rei e governante do inferno. Lá ele manda e desmanda, domina e atormenta as almas perdidas enquanto se diverte com o sofrimento delas.
Todavia, o ensino bíblico é exatamente o contrário. Satanás com seus anjos não governa o inferno. Na verdade ele próprio será sentenciado ao tormento eterno no lago de fogo (Ap 20:10).


O inferno não é um lugar que foi criado para servir de império para o diabo, ao contrário, ele foi criado para servir como o lugar de castigo para ele e seus agentes (Mt 25:41). No inferno, Satanás não poderá atormentar ninguém, muito menos ser o governante do lugar, pois ele mesmo estará experimentando um terrível castigo.

Deus está presente no inferno?

Talvez depois do tópico acima tenha ficado uma dúvida: Se o diabo não governa o inferno, quem é que governa? Bem, a resposta para isso, por mais que seja chocante para alguns, é uma só: Deus!
Algumas pessoas entendem erroneamente que o inferno é um lugar onde Deus está ausente, mas não é isso que a Bíblia ensina. Primeiro, devemos enfatizar que Deus é onipresente, ou seja, está presente em todos os lugares (Sl 139:7-12).

A questão é que, nem sempre, a presença de Deus em todos os lugares é uma presença de amor. O céu é um lugar maravilhoso porque Deus está lá em todo seu amor.

inferno é um lugar terrível porque Deus está lá em toda sua ira.

 Sim, Deus está presente no inferno, e o governa com toda sua ira (Hb 10:31; 12:29; Ap 6:16).

Onde o fica o inferno?

Durante a Idade Média surgiu um entendimento comum de que o inferno ficava em algum lugar abaixo da terra, ou nas próprias profundezas da terra mesmo. Sobre isso, definitivamente a Bíblia não nos relata nada sobre a localização do inferno. Tudo que sabemos é que ele existe, mas não sabemos onde fica.

Como é o castigo no inferno?

Antes de tudo, precisamos entender que não se deve tomar de forma exclusivamente literal as figuras que retratam o tormento do inferno nas Escrituras.
Muitas vezes os símbolos são utilizados na Bíblia para descreverem algo incompreensível a nossa capacidade humana. Porém, apesar da linguagem ser simbólica, a realidade do inferno será ainda mais terrível do que os símbolos a descrevem.


Um exemplo disso é a própria expressão de Jesus ao dizer que no inferno:

“o seu verme não morre, e o fogo não se apaga” 

(Mc 9:48).
 Essa é uma clara referência ao vale de Hinom, servindo como figura do tormento no inferno. Como já dissemos, nesse vale eram queimados os entulhos de Jerusalém, e sempre havia restos de animais que eram jogados ali para se decomporem. Assim, o verme não morria e o fogo não se apagava.
Ainda antes de falarmos sobre o castigo no inferno, devemos salientar que, conforme já vimos, Satanás não será o responsável por castigar os condenados ao inferno, ao contrário, é a justiça de Deus que exige tal punição, e a sua ira que executa a sentença.
Embora a Bíblia não descreva os detalhes da punição dos ímpios de acordo com seus pecados, ela nos descreve de forma geral como será essa punição. Bem resumidamente, podemos organizar da seguinte forma:

1. O castigo no inferno é a exposição à ira de Deus: 

Certamente essa é a condenação mais terrível que pode existir. Imagine o quão aterrorizante é passar a eternidade experimentando a ira de Deus como um “fogo consumidor” (Hb 12:29; cf. Hb 10:27,31; Rm 2:5; Jo 3:36).
O Apóstolo João nos informou que os ímpios 


“tomarão do vinho da ira de Deus que se foi derramado sem mistura no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro"

 (Ap 14:10).



2. O castigo no inferno resulta em terrível dor:

 Somente no Evangelho de Mateus, Jesus descreve pelo menos seis vezes os ímpios chorando e rangendo os dentes sob o castigo no inferno (Mt 8:12; 13:42,50; 22:13; 24:51; 25:30). Obviamente eles choram, se lamentam profundamente e rangem os dentes pela terrível dor que sentem.


3. O castigo no inferno é consciente:

Nossos corpos atuais, geralmente quando submetidos a uma situação de terrível dor e trauma, acabam “apagando” (ou desmaiando). Porém isso não ocorre no inferno.
Durante o estado intermediário, isto é, o período em que os mortos aguardam a ressurreição de seus corpos para o dia do juízo, os ímpios são afligidos terrivelmente em suas almas estando eles conscientes. Isso é um ensino claro na Parábola do Rico e Lázaro (Lc 16:19-31).
Depois de terem seus corpos ressuscitados, os mesmo ímpios serão condenados ao inferno em seu estado final, onde sofrerão, tanto em seus corpos como em suas almas, o castigo pelos seus pecados (Ap 20:11-15).

4. O castigo no inferno reflete a separação:


 o Apóstolo Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses, ensinou que os ímpios ficarão em perdição eterna:

“banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” 

(2Ts 1:9).

Certa vez Jesus falou que os ímpios ouvirão as seguintes palavras: 

“Apartai-vos de mim” 

(Mt 7:23). 

O castigo no inferno implica que :


O condenado será excluído permanentemente da presença de Deus em graça e amor. 


Ou seja, não terão de forma alguma comunhão com Ele.
Em Mateus 25:30, Jesus diz que os ímpios serão:

“lançados nas trevas exteriores“. 

Isso significa que eles serão privados de tudo o que é bom, valioso e agradável (Rm 2:8-12). Eles não participarão do banquete com AbraãoIsaque e Jacó, ficaram de fora das bodas de casamento, baterão na porta, mas ela não será aberta (Mt 8:11,12; 22:13; 25:10-13; Lc 13:28).

Se por um lado o castigo no inferno mostra essa terrível separação, por outro também mostra uma difícil união. 

No inferno, o ímpio habitará para sempre com o diabo e seus anjos 

(Mt 25:41; Ap 20:10,15).


Todos recebem o mesmo castigo no inferno?

A Bíblia nos diz que o castigo no inferno não é igual para todos, ou seja, há graus diferentes de sofrimento. Esses graus de sofrimento basicamente são determinados pela quantidade de conhecimento acerca da vontade de Deus que uma pessoa recebeu, e as obras que praticou em vida.
Jesus deixa esse ensino claro na conclusão de uma de suas parábolas, ao dizer:

“E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”

 (Lc 12:47,48).


Em outra ocasião, Jesus ensinou o mesmo princípio de que haverá mais rigor no julgamento de uns do que de outros (Mt 11:21-24). Isso não significa que haverá absolvição à parte da obra de Cristo, ao contrário, até mesmo os que nunca ouviram o Evangelho serão condenados. Não há inocentes diante de Deus (Sl 143:2; 1Co 15:22; Rm 5:12-19).
Na Carta de Paulo aos Romanos, lemos que os ímpios, com a perversidade de suas obras, estão “entesourando ira para si mesmos“, e no dia da revelação do justo julgamento de Deus, Ele “retribuirá a cada um conforme o seu procedimento” (Rm 2:5,6).
A palavra “entesourando” pode ser traduzida como “acumulando” é a mesma expressão utilizada por Jesus quando ele aconselha os santos a “acumular tesouros no céu” (Mt 6:20). Logo, assim como os salvos, ao obedecerem a Deus acumulam tesouros no céu, os ímpios, ao desobedecerem e rejeitarem a Palavra de Deus, acumulam ira para si mesmos.

O castigo no inferno é eterno?


A resposta para essa pergunta demanda um texto exclusivo a ela. Não porque ela é de difícil compreensão, ao contrário, a Bíblia a responde claramente, mas porque muitas seitas e pensamentos heréticos defendem exatamente o contrário do que a Bíblia diz.
Porém, para que nosso texto não fique excessivamente longo, entenderemos bem resumidamente a discussão acerca do assunto. Alguns defendem a doutrina do aniquilismo, que prega que no final o ímpio, Satanás e os demônios deixarão de existir. Eles serão punidos durante um tempo, mas depois serão definitivamente exterminados.
Outros defendem a doutrina do universalismo, que consiste na ideia de que no final Deus salvará a todos, até mesmo Satanás e seus anjos (alguns universalistas negam esse ponto). Tal como no aniquilismo, no universalismo os maus serão punidos durante um tempo, e depois serão salvos por Deus.
Ambas as teorias, além de interpretarem de forma completamente equivocada a questão dos atributos de Deus, não encontram base bíblica alguma. A Bíblia é clara ao afirmar que a punição no inferno é eterna (Mt 3:12; 18:8; Mc 9:43; Lc 3:17; Jd 6,7; Ap 14:9-11; 19:3; 20:10; cf. Dn 12:2).
Devemos entender que quando a Bíblia diz que o ímpio será destruído, essa destruição não significa aniquilação, isto é, que eles deixarão de existir. O que a Bíblia ensina é que o ímpio sofrerá uma “destruição eterna” (2Ts 1:9), ou seja, ele estará eternamente perdido em horror e desesperança, não terá mais oportunidade, só lhe restará o lamento e o ranger de dentes, para sempre será atormentado, e a fumaça de seu tormento subirá pelos séculos dos séculos (Ap 14:11; 19:3; 20:10) A expressão “pelo século dos séculos” no Apocalipse literalmente significa “pelas eras das eras”, no sentido de que é algo infinito.


Por fim, em Mateus 25:46 temos uma passagem determinante. Nela, é descrito o tormento dos ímpios no inferno e a alegria dos santos no céu. A palavra original utilizada para descrever tanto a duração da bem-aventurança dos salvos como a duração do castigo dos ímpios é exatamente a mesma.

Logo, se o tormento no inferno não durar para sempre, então a alegria ao lado de Deus também não durará. 

Se o inferno não for eterno, o novo céu e nova terra também não será

A eternidade do inferno é uma exigência da justiça de Deus. Devemos nos lembrar de que através do inferno a glória de Deus também é manifestada.

O inferno no estado intermediário e final

Quando os homens morrem, eles entram no que chamamos de “estado intermediário”. Esse é o estado de existência desencarnada, ou seja, a alma é separada do corpo e fica aguardando a ressurreição.
Durante esse período, a alma dos salvos parte para estar com Cristo no céu, onde reina com Ele e descansa das tribulações terrenas (Fp 1:23), enquanto a alma dos ímpios vai para o lugar de tormento, isto é, o inferno em seu estado intermediário (Lc 16:19-31; 2Pe 2:9).
A grande diferença da punição no estado intermediário e no estado final é a ausência do corpo no estado intermediário, e a presença do corpo no estado final. A Bíblia ensina que haverá o dia em que os ímpios e os justos ressuscitarão.
No caso do ímpio, ao ser condenado no juízo final, ele será lançado no inferno em seu estado final, isto é, o lago de fogo, e será atormentado não só em sua alma, mas também no seu corpo ressuscitado. Apesar do ímpio já experimentar o tormento no estado intermediário, é após a ressurreição que ele receberá os graus de castigo por ocasião do julgamento final.
Também vale ressaltar que não existe nenhuma fundamentação bíblica para qualquer doutrina que ensine a possibilidade de escapar do castigo no estado intermediário, como é o caso da doutrina do purgatório. A Bíblia é suficientemente clara ao dizer que depois da morte vem o juízo (Hb 9:27; cf. Lc 16:19-31). O convite da salvação é ofertado em vida. 

A importância da doutrina sobre o inferno

A realidade sobre o inferno é raramente pregada na maioria das Igrejas. Parece que existe muita relutância e pesar quando falamos sobre a punição eterna, mas não deveria ser assim, pois apesar de ser um tema muito difícil para nós, ele é extremamente necessário.
Aqui vale mais uma vez relembrar que Jesus, nosso Salvador, foi quem mais pregou acerca do inferno. Também precisamos sempre ter mente a verdade de que Deus é justo, e jamais condenaria alguém a um castigo que não merecesse. Portanto, o castigo que o homem recebe é com base na retidão da justiça de Deus.

As pessoas que vão para o inferno, são sentenciadas a esse destino devido a suas próprias escolhas, pois ignoraram a glória de Deus e rejeitaram a Sua providencia em favor do pecado do homem através da obra de Cristo na cruz (Jo 3:18-21; Rm 1:18,24,26,28,32; 2:8; 2Ts 2:9-12).
Na doutrina sobre a realidade do inferno, devemos enxergar a graça e a misericórdia de Deus que adverte o pecador a se voltar para Cristo e encontrar nele salvação.





Fonte : estudos bíblicos







@Lucianol.10

PORQUÊ UM ÍMPIO BOM VAI PARA O INFERNO ?



Você perguntou a razão de um incrédulo, que vive de modo honesto, justo, amoroso, fiel à esposa, livre de vícios, não ir para o céu, enquanto um marginal, que apenas creu em Jesus como seu Salvador, receber o perdão de todos os seus pecados e ir morar no céu com Cristo.

  Diante dos olhos de Deus ninguém é justo.

A resposta é que, para limpar o pecado do homem, era preciso um sacrifício de sangue de uma vítima pura e sem defeito que substituísse o homem no juízo de Deus. Ninguém será salvo por seu bom proceder porque o padrão de Deus para o Homem perfeito é Cristo, que era sem pecado. Eu e você nascemos pecadores, portanto já começamos nossa vida com o pé esquerdo, precisando de um Salvador. Veja o que Deus diz do homem em seu estado natural, seja ele um Bin Laden ou uma Madre Teresa de Calcutá:

"Não há um justo, nem um sequer [e isso inclui eu e você]. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado."

(Rm 3:10-20).


Olhar para um cidadão honesto, bom, justo, fiel, porém incrédulo, e achar que ele possa merecer a salvação eterna por sua conduta exterior, é como a Chapeuzinho Vermelho acreditar que aquela bondosa velhinha de olhos grandes, nariz grande e boca grande era mesmo sua vovozinha. Na história Chapeuzinho Vermelho quase paga com a vida por não perceber que o Lobo Mau tinha engolido a vovó. Nós já nascemos engolidos pelo Lobo Mau do pecado, ainda que nossa aparência exterior seja da bondosa vovozinha. De vez em quando os olhos grandes, o nariz grande e a boca grande do Lobo Mau que nos engoliu aparece em nossas atitudes, porém mais em uns que em outros, que fingem melhor. Assim como o Caçador da história, somente Cristo podia destruir esse Lobo Mau em nós, e é por isso que sem um Salvador ninguém poderá ser salvo.


Aos olhos de Deus ninguém e bom ou merecedor da vida eterna.

Talvez você fique confuso porquê vê na TV pregadores de quem você não compraria um carro usado, de tão picaretas que são, ou pessoas que se dizem "crentes" e são desonestas, implacáveis, invejosas, piores até que muitos marginais. 

Não se engane, pois Jesus previu que muitos diriam "Senhor, Senhor!" só da boca para fora. Onde está a diferença então? Uma pessoa que, pela ação do Espírito Santo ao lhe aplicar a Palavra de Deus, recebe vida para sentir o peso de seus pecados e crer em Cristo como Salvador, recebe o selo do Espírito Santo para habitar nela. Deste ponto em diante ela já está salva e NUNCA irá para a perdição como os demais. Em João 10:28 Jesus prometeu: "E dou-lhes a vida eterna, e NUNCA hão de perecer, e NINGUÉM as arrebatará da minha mão."

Repare que é Jesus quem dá a vida eterna, não é a pessoa que a conquista como se fosse uma recompensa por bom comportamento. Os que acham que possuem um bom comportamento nunca irão crer em Cristo, porque ao se considerarem assim planejam salvar a si mesmos. Diga para um religioso fariseu que sua religião, fidelidade, caridade etc. não poderá salvá-lo e você verá os olhos do Lobo Mau nele ficarem injetados e ódio. Você mexeu no ego dele, inflado por se considerar a última bolacha do pacote em termos de bondade quando se compara com os vis pecadores ao seu redor. Se eu precisasse desenhar esse comportamento emprestaria o desenho que Jesus fez em Lucas 18:

"Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado." 

(Lc 18:10-14)


mesmo aqueles que nasceram de novo e foram salvos por Cristo, estão sujeitos a pecar.

Por ainda possuir em si a velha natureza — a carne — todo ser humano, mesmo aquele que nasceu de novo e foram salvos por Cristo, está sujeito a pecar. Mas agora ele tem uma nova vida, não é mais a porca imunda de antes, mas uma ovelha coberta de pura e branca lã. Do mesmo modo como uma porca transformada em ovelha ainda pode escorregar para a lama, a diferença é que a ovelha — que não é mais porca —, irá sentir-se mal e querer sair da lama o mais rápido possível. Se ainda fosse porca iria gostar e se lambuzar.
 A não compreensão disso leva alguns a acharem que um crente verdadeiro pode perder sua salvação, mas não pode porque a salvação não foi uma conquista ou mérito dele, mas um presente de Deus. Por isso se chama "graça"

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" 

(Ef 2:8-9). 

Aquele que parecia ser crente e um dia voltou à velha vida de pecados não perdeu a salvação. Ele simplesmente não a possuía, mas ao adotar exteriormente um modo de viver segundo a Bíblia, passou um tempo livre das corrupções do mundo, mas nunca deixou de ser "porca" e nem foi transformado verdadeiramente em "ovelha". É isto que diz esta passagem:

"Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento [intelectual apenas] do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama." 

(2 Pe 2:20-22).

Mas, e a ovelha, ainda é capaz de pecar? Sim, porque a ressurreição ainda não aconteceu para ela ser transformada em um corpo glorioso à semelhança do corpo de nosso Senhor Jesus. A ovelha verdadeira tem um Advogado intercedendo por ela, e se disser que não peca já estaria pecando por mentir.

"Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós... Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo." 

(1 Jo 1:8-10; 2 Jo 2:1-2).

Muitos dizem ter crido em Jesus porque se filiaram a alguma igreja, passaram a andar com uma Bíblia no sovaco e a se vestir na 'moda evangélica', mas na verdade nunca nasceram de novo. Pergunte a alguém assim se ele morrer naquela hora para onde vai. Provavelmente dirá que não sabe, que não tem a certeza de vida eterna, ou se for hipócrita como os fariseus, dirá que procura fazer o melhor que pode, que não tem vícios, que persevera, ajuda os pobres, dá o dízimo, faz ofertas, prega o evangelho etc.

 O verdadeiro crente é aquele que um dia se reconheceu tão perdido que entendeu não ter em si mesmo qualquer recurso para se salvar. Então ele OUVE o evangelho, CRÊ em Deus que enviou a Cristo para morrer, TEM a vida eterna, NÃO ENTRARÁ em condenação, mas PASSOU da morte para a vida. (Jo 5:24).
Então quando você vê essas pessoas que se dizem cristãs praticarem barbaridades, não é porque perderam a salvação, mas porque nunca a tiveram. Um crente genuíno que eventualmente caia em pecado pode perder a comunhão com o Pai, mas nunca a salvação; jamais deixará de ser um filho de Deus nascido do alto. Deus pode até tirar sua vida neste mundo se ele insistir em andar errado, mas ainda assim será salvo. O homem de 1 Coríntios 5 dormia com a madrasta, algo que Paulo diz não ser aceito nem entre os pagãos incrédulos, e se não se arrependesse seria entregue a Satanás para ser morto (como Jó foi entregue para sofrer). 

Porém no final ele seria salvo por já estar salvo desde o momento em que se converteu. Ao contrário dos que não conhecem a graça e acham que isso é como uma licença para pecar, saiba que Deus pode até permitir sua morte para ele não se envolver em problemas mais sérios e atrapalhar o testemunho de Deus na terra. Veja a passagem que mencionei:

"Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus." 

(1 Co 5:1-5).

Se você acha que alguém que vive de modo honesto, justo, amoroso, fiel à esposa e livre de vícios tem o direito de ser salvo, e o marginal não, temo dizer que a religião em que você acredita não é diferente do islamismo e de muitas outras religiões que ensinam uma salvação por boas obras. Os muçulmanos também acreditam que uma pessoa que viva de forma honesta e correta herdará o Paraíso, porque eles negam a divindade de Cristo, a salvação pela fé, a graça de Deus e o valor do sangue de Jesus para purificar os pecados. Então a você eu só posso dizer que precisa realmente se converter a Cristo e aceitar a graça que ele oferece por ter consumado (terminado) a obra de salvação na cruz.


Fonte: Estudos Bíblicos




@Lucianol.10

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