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QUEM NUNCA OUVIU FALAR DO EVANGELHO SERÁ SALVO ?





Quem nunca ouviu o Evangelho não será salvo. Mas algumas pessoas afirmam que aqueles que nunca ouviram o Evangelho e passaram por essa vida sem conheceram a Jesus, por causa da ignorância, serão salvos. A principal base deste argumento é o fato de que Deus é amor. Logo, a condenação de um possível “inocente” seria uma injustiça por parte d’Ele.
Mas à luz das Escrituras, realmente quem nunca ouviu o Evangelho será salvo? Vejamos a seguir.

Quem nunca ouviu o Evangelho será salvo? O que a Bíblia diz?


Definitivamente a Bíblia diz que não há a mínima possibilidade de quem nunca ouviu o Evangelho ser salvo. Não existe outra forma de obter justificação perante o juízo de Deus se não for pelos méritos de Cristo. São vários os textos bíblicos que expressam essa verdade.
E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
(Atos 4:12)
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
(João 14:6)
Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
(1 Coríntios 3:11)
Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
(Romanos 10:13)
Esse princípio revelado nas Escrituras de modo algum afronta a bondade, a misericórdia, o amor ou qualquer atributo de Deus. Algumas pessoas entendem errado esse principio, e pensam que condenando aqueles que nunca ouviram o Evangelho, Deus estaria sendo injusto. Porém é exatamente o contrário disso. Deus condena quem nunca ouviu o Evangelho porque Ele é plenamente justo.
Algumas pessoas também confundem a questão dos que nunca ouviram o Evangelho com a situação das pessoas que viveram antes do tempo de Jesus. Mas aqui vale lembrar que a revelação de Deus na história da redenção é progressiva.
Desde que Adão caiu no Éden Deus já anunciou a vinda do Redentor (Gênesis 3:15). Portanto, as pessoas que foram salvas no tempo do Antigo Testamento creram no Messias que haveria de vir, da mesma forma com que hoje são salvas aquelas pessoas que creem no Cristo que já veio.

Não existem inocentes dentre a raça humana


A ideia de que é injusto alguém que nunca ouviu o Evangelho ser condenado, é facilmente derrubada quando entendemos que não existem inocentes entre os homens (João 5:42; Romanos 3:10-12, 23; 7:18,23; Efésios 4:18; 2 Timóteo 3:2-4; Tito 1:15). Vamos citar alguns versículos que ensinam essa verdade:
E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente.
(Salmos 143:2)
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só.
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
(Romanos 3:12,23)
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.
(Romanos 5:12)
De forma alguma Deus é injusto, ao contrário, Ele é totalmente justo. Após a Queda do homem, quando Adão desobedeceu ao Senhor lá no Éden, todos os homens, sem exceção, passaram a merecer a condenação eterna. Isso porque Adão era o representante federal de toda a humanidade. Quando ele caiu, a raça humana caiu com ele (Romanos 5).
Então não é a injustiça de Deus que condena a humanidade, mas Sua justiça diante da própria perversidade e desobediência do homem. Quando um pecador é condenado ele não está recebendo injustiça da parte de Deus; ele está recebendo a pura justiça de Deus.

Versículos que falam sobre quem nunca conheceu a Palavra de Deus

Existem vários versículos que tratam da situação daquelas pessoas que nunca ouviram a Palavra de Deus. Em todos eles, porém, fica claro que mesmo sem conhecer os mandamentos de Deus, os homens perecem.
Um dos versículos mais claros sobre nesse sentido está na Carta aos Romanos:
Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.
(Romanos 2:12)
Como alguém pode ser cobrado por algo que nunca conheceu?


Mesmo se alguém argumentasse que nunca ouviu falar sobre a existência do verdadeiro Deus, e se houvesse a possibilidade de esse alguém ser absolvido da condenação segundo a sua própria conduta, ainda assim essa pessoa seria condenada. Isso porque todos os homens, conhecedores ou não do verdadeiro Deus, possuem um padrão moral dentro si. Isso significa que todas as pessoas, de uma forma ou de outra, julgam o que acham ser a conduta correta.
Ainda no capítulo 2 da Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo fala exatamente sobre isso:
Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei;
Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.
(Romanos 2:14,15)
Se alguém disser que viveu sua vida sob a base de que deveria fazer o bem, praticando boas obras e amando o próximo, seria inevitável perguntar: Essa pessoa sempre fez o bem? Em todas as oportunidades ela praticou boas obras? Em todos os momentos de sua vida ela amou o próximo? A resposta seria evidente: Não!
Até mesmo os que conheceram a Lei não puderam ser salvos por ela, pois a Lei veio para oficializar a incapacidade do homem em cumpri-la. Nunca houve e nunca haverá salvação a não ser unicamente pela graça de Deus.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
(Efésios 2:8)
Quem nunca ouviu o Evangelho também é pecador


Ao longo da História muitas dessas pessoas que nunca ouviram o Evangelho de Cristo viveram suas vidas mergulhadas no paganismo e praticando uma série de atrocidades. Não são poucos os relatos de missionários que foram evangelizar tribos e povoados que nunca tinham escutado falar de Jesus. Muitos desses relatos descrevem o desprezo, a rejeição e a perversidade dessas pessoas em relação ao Evangelho que estava sendo anunciado. Isso prova que os que nunca ouviram o Evangelho não são inocentes por isso.
Uma coisa importante que também precisamos considerar é que a Bíblia ensina que o grau de conhecimento da vontade de Deus que uma pessoa recebeu, fará diferença em seu julgamento, no sentido de ser mais brando ou mais severo. Mas isso não significa que haverá absolvição. A absolvição só pode ocorrer pela justificação em Cristo Jesus.
Esse ensino também reflete a justiça de Deus que irá considerar o conhecimento, as oportunidades e as vantagens que alguém desfrutou nessa vida em relação à iluminação sobre a verdade (Amós 3:2; Mateus 11:10-24; Lucas 10:12-15; 12:47,48; Hebreus 10:29). Jesus tratou claramente dessa questão em uma de suas parábolas.
E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;
Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.
Sendo assim, podemos concluir que não existe possibilidade alguma de alguém que nunca ouviu o Evangelho ser salvo. Se isso fosse possível, então haveria outro meio de salvação além daquele garantido pelos méritos de Cristo.


Fonte: Estudos bíblicos




A ETERNA REALIDADE




Como é o castigo no inferno?


Antes de tudo, precisamos entender que não se deve tomar de forma exclusivamente literal as figuras que retratam o tormento do inferno nas Escrituras.
Muitas vezes os símbolos são utilizados na Bíblia para descreverem algo incompreensível a nossa capacidade humana. Porém, apesar da linguagem ser simbólica, a realidade do inferno será ainda mais terrível do que os símbolos a descrevem.

Um exemplo disso é a própria expressão de Jesus ao dizer que no inferno 

“o seu verme não morre, e o fogo não se apaga” 

(Mc 9:48)

Essa é uma clara referência ao vale de Hinom, servindo como figura do tormento no inferno. Como já dissemos, nesse vale eram queimados os entulhos de Jerusalém, e sempre havia restos de animais que eram jogados ali para se decomporem. Assim, o verme não morria e o fogo não se apagava.
Ainda antes de falarmos sobre o castigo no inferno, devemos salientar que, conforme já vimos, Satanás não será o responsável por castigar os condenados ao inferno, ao contrário, 

É a justiça de Deus que exige tal punição, e a sua ira que executa a sentença.

Embora a Bíblia não descreva os detalhes da punição dos ímpios de acordo com seus pecados, ela nos descreve de forma geral como será essa punição. Bem resumidamente, podemos organizar da seguinte forma:

1. O castigo no inferno é a exposição à ira de Deus:


Certamente essa é a condenação mais terrível que pode existir. Imagine o quão aterrorizante é passar a eternidade experimentando a ira de Deus como um 
“fogo consumidor”

 (Hb 12:29; cf. Hb 10:27,31; Rm 2:5; Jo 3:36).

O Apóstolo João nos informou que os ímpios:

tomarão do vinho da ira de Deus que se foi derramado sem mistura no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro” 

(Ap 14:10).

2. O castigo no inferno resulta em terrível dor: 

Somente no Evangelho de Mateus, Jesus descreve pelo menos seis vezes os ímpios chorando e rangendo os dentes sob o castigo no inferno (Mt 8:12; 13:42,50; 22:13; 24:51; 25:30). Obviamente eles choram, se lamentam profundamente e rangem os dentes pela terrível dor que sentem.

3. O castigo no inferno é consciente:


 Nossos corpos atuais, geralmente quando submetidos a uma situação de terrível dor e trauma, acabam “apagando” (ou desmaiando). Porém isso não ocorre no inferno.

Durante o estado intermediário, isto é, o período em que os mortos aguardam a ressurreição de seus corpos para o dia do juízo, os ímpios são afligidos terrivelmente em suas almas estando eles conscientes. Isso é um ensino claro na Parábola do Rico e Lázaro 

(Lc 16:19-31).

Depois de terem seus corpos ressuscitados, os mesmo ímpios serão condenados ao inferno em seu estado final, onde sofrerão, tanto em seus corpos como em suas almas, o castigo pelos seus pecados (Ap 20:11-15).

4. O castigo no inferno reflete a separação:


 Apóstolo Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses, ensinou que os ímpios ficarão em perdição eterna:
 banidos da face do Senhor e da glória do seu poder”

 (2Ts 1:9).

Certa vez Jesus falou que os ímpios ouvirão as seguintes palavras: “Apartai-vos de mim” (Mt 7:23). O castigo no inferno implica que: 

O condenado será excluído permanentemente da presença de Deus em graça e amor 

Ou seja, não terão de forma alguma comunhão com Ele.

Em Mateus 25:30, Jesus diz que os ímpios serão “lançados nas trevas exteriores“. Isso significa que eles serão privados de tudo o que é bom, valioso e agradável (Rm 2:8-12). Eles não participarão do banquete com AbraãoIsaque e Jacó, ficaram de fora das bodas de casamento, baterão na porta, mas ela não será aberta (Mt 8:11,12; 22:13; 25:10-13; Lc 13:28).
Se por um lado o castigo no inferno mostra essa terrível separação, por outro também mostra uma difícil união. No inferno, o ímpio habitará para sempre com o diabo e seus anjos (Mt 25:41; Ap 20:10,15).
Todos recebem o mesmo castigo no inferno?
A Bíblia nos diz que o castigo no inferno não é igual para todos, ou seja, há graus diferentes de sofrimento. Esses graus de sofrimento basicamente são determinados pela quantidade de conhecimento acerca da vontade de Deus que uma pessoa recebeu, e as obras que praticou em vida.
Jesus deixa esse ensino claro na conclusão de uma de suas parábolas, ao dizer: 

“E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”

                   (Lc 12:47,48).

Em outra ocasião, Jesus ensinou o mesmo princípio de que haverá mais rigor no julgamento de uns do que de outros (Mt 11:21-24). Isso não significa que haverá absolvição à parte da obra de Cristo, ao contrário, até mesmo os que nunca ouviram o Evangelho serão condenados. Não há inocentes diante de Deus (Sl 143:2; 1Co 15:22; Rm 5:12-19).
Na Carta de Paulo aos Romanos, lemos que os ímpios, com a perversidade de suas obras, estão “entesourando ira para si mesmos“, e no dia da revelação do justo julgamento de Deus, Ele 

“retribuirá a cada um conforme o seu procedimento”

 (Rm 2:5,6).

A palavra “entesourando” pode ser traduzida como “acumulando” é a mesma expressão utilizada por Jesus quando ele aconselha os santos a “acumular tesouros no céu” (Mt 6:20). Logo, assim como os salvos, ao obedecerem a Deus acumulam tesouros no céu, os ímpios, ao desobedecerem e rejeitarem a Palavra de Deus, acumulam ira para si mesmos.

O castigo no inferno é eterno?


A resposta para essa pergunta demanda um texto exclusivo a ela. Não porque ela é de difícil compreensão, ao contrário, a Bíblia a responde claramente, mas porque muitas seitas e pensamentos heréticos defendem exatamente o contrário do que a Bíblia diz.
Porém, para que nosso texto não fique excessivamente longo, entenderemos bem resumidamente a discussão acerca do assunto. Alguns defendem a doutrina do aniquilismo, que prega que no final o ímpio, Satanás e os demônios deixarão de existir. Eles serão punidos durante um tempo, mas depois serão definitivamente exterminados.
Outros defendem a doutrina do universalismo, que consiste na ideia de que no final Deus salvará a todos, até mesmo Satanás e seus anjos (alguns universalistas negam esse ponto). Tal como no aniquilismo, no universalismo os maus serão punidos durante um tempo, e depois serão salvos por Deus.
Ambas as teorias, além de interpretarem de forma completamente equivocada a questão dos atributos de Deus, não encontram base bíblica alguma. A Bíblia é clara ao afirmar que a punição no inferno é eterna (Mt 3:12; 18:8; Mc 9:43; Lc 3:17; Jd 6,7; Ap 14:9-11; 19:3; 20:10; cf. Dn 12:2).
Devemos entender que quando a Bíblia diz que o ímpio será destruído, essa destruição não significa aniquilação, isto é, que eles deixarão de existir. O que a Bíblia ensina é que o ímpio sofrerá uma “destruição eterna” (2Ts 1:9), ou seja, ele estará eternamente perdido em horror e desesperança, não terá mais oportunidade, só lhe restará o lamento e o ranger de dentes, para sempre será atormentado, e a fumaça de seu tormento subirá pelos séculos dos séculos (Ap 14:11; 19:3; 20:10) A expressão “pelo século dos séculos” no Apocalipse literalmente significa “pelas eras das eras”, no sentido de que é algo infinito.
Por fim, em Mateus 25:46 temos uma passagem determinante. Nela, é descrito o tormento dos ímpios no inferno e a alegria dos santos no céu. A palavra original utilizada para descrever tanto a duração da bem-aventurança dos salvos como a duração do castigo dos ímpios é exatamente a mesma.
Logo, se o tormento no inferno não durar para sempre, então a alegria ao lado de Deus também não durará. Se o inferno não for eterno, o novo céu e nova terra também não será. A eternidade do inferno é uma exigência da justiça de Deus. Devemos nos lembrar de que através do inferno a glória de Deus também é manifestada.

O inferno no estado intermediário e final

Quando os homens morrem, eles entram no que chamamos de “estado intermediário”. Esse é o estado de existência desencarnada, ou seja, a alma é separada do corpo e fica aguardando a ressurreição.
Durante esse período, a alma dos salvos parte para estar com Cristo no céu, onde reina com Ele e descansa das tribulações terrenas (Fp 1:23), enquanto a alma dos ímpios vai para o lugar de tormento, isto é, o inferno em seu estado intermediário (Lc 16:19-31; 2Pe 2:9).
A grande diferença da punição no estado intermediário e no estado final é a ausência do corpo no estado intermediário, e a presença do corpo no estado final. A Bíblia ensina que haverá o dia em que os ímpios e os justos ressuscitarão.
No caso do ímpio, ao ser condenado no juízo final, ele será lançado no inferno em seu estado final, isto é, o lago de fogo, e será atormentado não só em sua alma, mas também no seu corpo ressuscitado. Apesar do ímpio já experimentar o tormento no estado intermediário, é após a ressurreição que ele receberá os graus de castigo por ocasião do julgamento final.
Também vale ressaltar que não existe nenhuma fundamentação bíblica para qualquer doutrina que ensine a possibilidade de escapar do castigo no estado intermediário, como é o caso da doutrina do purgatório. A Bíblia é suficientemente clara ao dizer que depois da morte vem o juízo (Hb 9:27; cf. Lc 16:19-31). O convite da salvação é ofertado em vida.

A importância da doutrina sobre o inferno

A realidade sobre o inferno é raramente pregada na maioria das Igrejas. Parece que existe muita relutância e pesar quando falamos sobre a punição eterna, mas não deveria ser assim, pois apesar de ser um tema muito difícil para nós, ele é extremamente necessário.
Aqui vale mais uma vez relembrar que Jesus, nosso Salvador, foi quem mais pregou acerca do inferno. Também precisamos sempre ter mente a verdade de que Deus é justo, e jamais condenaria alguém a um castigo que não merecesse. Portanto, o castigo que o homem recebe é com base na retidão da justiça de Deus.
As pessoas que vão para o inferno, são sentenciadas a esse destino devido a suas próprias escolhas, pois ignoraram a glória de Deus e rejeitaram a Sua providencia em favor do pecado do homem através da obra de Cristo na cruz (Jo 3:18-21; Rm 1:18,24,26,28,32; 2:8; 2Ts 2:9-12).
Na doutrina sobre a realidade do inferno, devemos enxergar a graça e a misericórdia de Deus que adverte o pecador a se voltar para Cristo e encontrar nele salvação.


    O maior vencedor é aquele que chega ao fim da corrida rumo a vida eterna com o pai.




Fonte: Estudos bíblicos




 
@Lucianol.10

MUITOS SÃO CHAMADOS E SÃO POUCOS OS ESCOLHIDOS



Muitos são chamados, mas poucos escolhidos significa que o convite do Evangelho é anunciado a todo o mundo e alcança a muitos, porém são poucos aqueles que efetivamente respondem com fé verdadeira a esse chamado.


Essa frase foi utilizada por Jesus em uma de suas parábolas, em Mateus 22:14, na conclusão da Parábola das Bodas do Filho do Rei. Algumas traduções bíblicas também trazem a frase.

 “muitos são chamados, mas poucos escolhidos”


No final da Parábola dos Trabalhadores da Vinha, em Mateus 20:16, porém essa expressão não consta nos manuscritos gregos mais antigos, e por isso é omitida em outras traduções.

O que Jesus quis dizer com “muitos são chamados, mas poucos escolhidos”?


Essa frase precisa ser interpretada dentro do contexto em que ela aparece. Jesus falou em sua parábola sobre um rei que ao celebrar as bodas de seu filho, mandou chamar os convidados para a festa, porém estes não quiseram ir, inclusive, alguns, além de recusar o convite, maltrataram e mataram os servos do rei.
Irado, o rei então mandou que seus servos convidassem todos que encontrassem pelo caminho, quer fossem bons ou maus, e os trouxessem as bodas. Um destes, porém, foi as bodas com uma roupa inapropriada, e por isso foi banido pelo rei.


Uma primeira interpretação desse texto aponta especialmente para a situação dos judeus que primeiramente foram chamados como povo da aliança, mas falharam em receber esse chamado, e o convite se estendeu aos gentios.
No entanto, seu significado não se esgota apenas nesse aspecto: 


Mas também se refere a verdade de que muitos são chamados por todas as partes do mundo, mas igualmente falham em atender a esse chamado.

Por que muitos são chamados, mas poucos escolhidos?
Deus chama a muitos ao arrependimento, de modo que esse chamado vem ecoando por todas as partes ao longo dos séculos.

 Na verdade, é certo afirmar que todos são chamados, conforme o apóstolo Paulo observou em Romanos 1-3.
Esse chamado geral ocorre de diversas maneiras:
Através das obras da criação, ou seja, o universo criado revela as maravilhas de Deus (Salmos 19:1; Romanos 1:20-23);Através da consciência moral do homem, pois o homem é a imagem e semelhança de Deus, ainda que o pecado tenha desfigurado essa imagem (Romanos 2:14,15);Através da revelação especial de Deus em sua Palavra com a pregação do Evangelho de Cristo.
Esse chamado torna o homem indesculpável, ou seja, ninguém poderá um dia alegar que nunca soube sobre a existência de Deus, nem mesmo aqueles que nunca ouviram o Evangelho e viveram suas vidas de forma cética ou mergulhados em costumes pagãos, pois esse tipo de comportamento é, na verdade, fruto do pecado do homem que desviou a glória devida a Deus à suas formas de idolatria (Romanos 1:23).
Por outro lado, há aqueles que ouvem o chamado e respondem com fé e arrependimento. 


Em comparação com a amplitude desse chamado, relativamente são poucos os que respondem eficazmente à oferta da salvação.

Quem são os chamados e quem são os escolhidos?

Todos concordam que os “muitos chamados” são aqueles que de alguma forma são convidados ao arrependimento durante suas vidas, e os “poucos escolhidos” são aqueles que respondem com fé verdadeira a esse convite.
Os debates, porém, ocorrem com base na discussão sobre como estes poucos escolhidos ocupam tal posição. Alguns defendem que os escolhidos são aqueles que, capacitados pela graça de Deus, e aqui usa-se o termo “graça preveniente”, por sua livre escolha e vontade respondem com fé a esse chamado, passando a integrar o grupo dos escolhidos.
Outros, no entanto, defendem que os escolhidos são aqueles que foram eleitos soberanamente por Deus dentre a raça humana caída, e, ouvindo o chamado geral, o Espírito Santo trabalha em seus corações de forma eficaz, gerando arrependimento, de modo que tal chamado se torna irresistível.
Voltando agora à parábola, é interessante notar que os convidados são apresentados de três formas:
Os que receberam o convite e fizeram pouco caso dele;Os que receberam o convite após a recusa dos primeiros convidados e participaram da festa oferecida pelo rei;O homem que compareceu a festa, mas não possuía as vestes adequadas.
Isso significa que mesmo dentre aqueles que inicialmente parecem atender o convite da salvação, existem alguns que são apenas chamados, ou seja, respondem ao chamado do Evangelho com uma simples profissão de fé superficial, nominal e histórica, mas não estão vestidos com as vestes da justiça.

Portanto, os escolhidos necessariamente devem estar vestidos dos méritos de Cristo 

(Gálatas 3:27; Apocalipse 3:4-18; 7:14; 19:8). 

Isso significa que pelo próprio esforço humano, homem algum é capaz de responder de forma positiva ao chamado do Evangelho, pois todos pecaram (Jó 9:2; Isaías 64:6,7; Romanos 3:9-24; Efésios 2:8).
Do Antigo ao Novo Testamento, a própria Bíblia destaca vários exemplos práticos da verdade de que muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Noé pregou o arrependimento a muitos, sem que ninguém se arrependesse (1 Pedro 3:18-20). O profeta Jeremias também foi duramente ignorado por seu povo. O rei Agripa escutou atentamente a pregação de Paulo, mas não passou de apenas mais entre os muitos chamados (Atos 26:28).
Todavia, se muitos são os chamados que fazem pouco caso do convite que recebem, há também aqueles poucos escolhidos que no tempo oportuno têm seus velhos e duros corações quebrados em arrependimento.
Foi assim com o próprio apóstolo Paulo, um grande perseguidor do povo de Deus, que, inclusive, esteve presente no martírio de Estêvão, mas que após ter sido chamado por Cristo, de perseguidor passou a ser perseguido pela causa do Evangelho (Atos 9). O mesmo também aconteceu com Lídia, quando Deus lhe abriu o coração para que ela recebesse o Evangelho (Atos 16:14).
Aqui também encontramos um conforto muito grande, pois mesmo que os muitos chamados não queiram, estes jamais poderão impedir que os escolhidos escutem o convite do Evangelho.
Durante a primeira viagem missionária de Paulo, enquanto o apóstolo e Barnabé pregavam o Evangelho, muitos blasfemavam e tentavam contradizê-los, mas o nome do Senhor foi glorificado ali. 

“e creram todos quantos estavam destinados para a vida eterna” 

(Atos 13:45-48).

Muitos são chamados, mas poucos escolhidos, e haverá um dia em que o contraste entre esses dois grupos alcançará sua expressão máxima.

 Nesse dia, os muitos chamados que ignoraram o convite, serão lançados num lugar de prantos e ranger de dentes, enquanto que os relativamente poucos escolhidos, que pela graça de Deus, abraçaram através da fé em Cristo o convite que receberam, se assentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, e desfrutarão eternamente da presença amorosa do Deus que os chamou (Lucas 13:27-29).


Fonte: Estudos bíblicos





@Lucianol.10

A TORRE DE BABEL E A GRANDE CONFUSÃO DAS LÍNGUAS








Gênesis 11 fala sobre a construção da Torre de Babel. Um estudo bíblico de Gênesis 11 também explica a confusão das línguas, a descendência de Sem e revela como mais uma vez a humanidade recebeu o castigo divino por causa da desobediência.
É interessante saber que o relato do episódio em Babel em Gênesis 11 precede cronologicamente o registro de Gênesis 10. Em Gênesis 10 o escritor bíblico apresenta uma lista das nações com a ocupação de certos territórios que pressupõem a confusão das línguas registrada em Gênesis 11.
Um simples esboço de Gênesis 11 pode ser apresentado da seguinte forma:
A construção da torre e da cidade de Babel (Gênesis 11:1-4).O juízo de Deus na confusão das línguas em Babel (Gênesis 11:5-9).A descendência de Sem (Gênesis 11:10-32).

A construção da torre e da cidade de Babel 

(Gênesis 11:1-4)

Quando as águas do dilúvio baixaram e os sobreviventes saíram da arca, Deus ordenou que eles se multiplicassem e povoassem a terra (Gênesis 9:1). Mas Gênesis 11 mostra que a humanidade novamente voltou a desobedecer à ordem de Deus.
Havia apenas uma linhagem e uma única língua falada sobre a terra. É inútil especular que língua era essa. O importante é entender que a humanidade partiu para o Oriente como um só povo e habitou na planície de Sinar (Gênesis 11:2). Ali os homens combinaram de edificar uma cidade e uma torre, cujo topo pudesse alcançar o céu.
O texto bíblico de Gênesis 11 informa com clareza qual era o objetivo dos homens com tudo aquilo. Eles queriam evitar que a humanidade se espalhasse por toda terra (Gênesis 11:4). Claro que essa atitude era uma desobediência direta ao mandamento do Senhor.

Além disso, esse comportamento revelava mais uma vez o orgulho arrogante que caracterizou o homem desde a Queda no Éden. A humanidade queria edificar uma torre que tocasse o céu. Obviamente aquele era um monumento à soberba humana. Os homens queriam se tornar famosos; eles queriam ser celebrados; queriam perpetuar seus nomes (Gênesis 11:4).
Mas através daquela torre os homens também queriam desafiar o próprio Deus. Alguns estudiosos dizem que a intenção daquelas pessoas era poder subir ao céu e se vingar de Deus caso mais uma vez Ele quisesse destruir a terra.

Parece que o responsável por liderar aquele povo foi Ninrode, o fundador de Babel e de outras cidades. Significativamente Babel deu origem posteriormente à cidade da Babilônia. Há muitas especulações e curiosidades sobre a Torre de Babel.

O juízo de Deus na confusão das línguas em Babel 

(Gênesis 11:5-9)

O escritor bíblico diz que enquanto os homens edificavam a cidade de Babel e sua torre, Deus desceu para ver o que eles estavam fazendo (Gênesis 11:5). Obviamente o escritor de Gênesis não está dizendo que Deus não sabia o que estava acontecendo antes disso. Em nenhum momento Gênesis 11 contradiz a doutrina bíblica acerca da onisciência de Deus.
Na verdade a intenção do autor é enfatizar a investigação divina antes do julgamento iminente. Então ele faz uma descrição antropomórfica da atividade de Deus indicando que jamais o castigo divino é injusto. Deus derrama seu juízo com base na verdade para punir a desobediência do homem.
O versículo 7 de Gênesis 11 revela a decisão do julgamento divino. Nesse versículo Deus diz: 

“Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros”

Algumas pessoas ficam curiosas em saber por que Deus usa o plural nessa frase ao dizer “desçamos e confundamos”.
Há varias possibilidades que explicam isso. Os eruditos dizem que esse plural pode ser uma indicação da pluralidade dentro da unidade divina; pode ser um plural que denota majestade no hebraico; pode ser um plural deliberativo em que Deus faz uma afirmação a si mesmo; e, finalmente, pode ser um plural que revela um diálogo entre Deus e sua corte angelical.

A última possibilidade é a menos aceita. Em outras passagens bíblicas esse mesmo padrão ocorre, como por exemplo, quando Deus diz: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (Gênesis 1:26).
Deus derramou o seu juízo dando origem à confusão das línguas que resultou na variedade de idiomas que temos até hoje. Então a humanidade ficou dispersa pela terra e a edificação da torre em Babel cessou (Gênesis 11:7,8). Ironicamente Babel vem um termo hebraico que significa “confundir”; apesar de que para os babilônios Babel significa “portão dos deuses”. Mas o mais importante é que novamente a soberba humana havia sido esmagada pelo juízo de Deus.

A descendência de Sem

(Gênesis 11:10-32)

Gênesis 11 termina com a apresentação da linhagem eleita de Sem, filho de Noé, e retoma de forma um pouco mais detalhada a relação registrada em Gênesis 10:21-31. Essa listagem da linhagem de Sem não deve ser interpretada como sendo uma genealogia especificamente cronológica. É comum que as genealogias antigas priorizem apenas as gerações mais relevantes para a história.

Isso significa que a genealogia de Sem em Gênesis 11 provavelmente contém lacunas. Se não fosse assim, o próprio Sem teria sobrevivido ao tempo da morte de Abraão. Portanto, parece claro que o objetivo do autor bíblico ao expor a lista genealógica de Sem em Gênesis 11, é destacar o desenvolvimento da linhagem messiânica e fazer uma transição que introduz a história de Abraão. Por esse motivo a última parte da genealogia enfoca justamente a família de Abraão
 (Gênesis 11:27-32).



Fonte: Estudos bíblicos



@Lucianol.10

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