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O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS




“Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”

(Sl 116.12 )

Um dos mais sérios erros dos defensores da “teologia da prosperidade” é orientar seus seguidores a barganharem com Deus, como se uma oferta ou um dízimo fosse o suficiente para que Deus se tornasse nosso devedor. Muitos têm tratado estas e demais contribuições como “investimentos”, como um “toma-lá-dá-cá”, como se Deus se prendesse a gestos feitos pelos homens. Deus tem compromisso com a Sua Palavra, portanto nada disso é previsto nas Escrituras como um laço que obrigue Deus a enriquecer quem quer que seja. Na verdade, nossas contribuições financeiras (sejam elas ofertas ou dízimos) são um reconhecimento de que já fomos abençoados por Deus. Paulo deixa claro que Deus não deve nada a ninguém (cf Rm 11:34-36). A pergunta de Paulo continua válida em nossos dias: “quem deu primeiro a Ele para que depois possa ser retribuído?”. Nós contribuímos financeiramente porque recebemos do Senhor primeiro, e não o contrário. Precisamos entender que ninguém dá a Deus antes, para depois ser retribuído.Muitos, por estarem interessados apenas em milagres, curas e prosperidade material, já não buscam a Deus pelo que Ele é. Na verdade, não querem conhecer a Deus, mas somente barganhar com o Senhor. São condenáveis os “sacrifícios”, os “carnês” e toda e qualquer espécie de contribuição financeira que é dada com o intuito de estabelecer uma barganha com Deus. Certamente, essas pessoas estão incorrendo num grande perigo: a perdição eterna. Deus nos concede suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento conosco.

 A BARGANHA NA BÍBLIA

1. No Antigo Testamento.

 Um exemplo clássico de barganha no Antigo Testamento é o caso de Jacó. Fazer um voto era um meio de barganha, de troca entre os homens e a divindade, um “toma-lá-dá-cá“. Esta era uma demonstração da cultura gentílica. E esta ideia de barganha entre o homem e a divindade está por trás do primeiro voto mencionado na Bíblia, que foi o voto de Jacó, feito quando de sua fuga para Harã: “E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus; e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres certamente te darei o dízimo”
(Gn 28:20-22).Vemos neste voto de Jacó a idéia de “barganha” com Deus, algo que jamais se aprovou nas Escrituras, mas que, infelizmente, está por detrás da grande e esmagadora maioria dos votos que se fazem hoje na Igreja.Jacó agiu sob a influência cultural gentílica, não tinha ainda uma experiência com Deus e pensou que o Senhor pudesse ser “comprado” com um voto. Na verdade, Jacó barganhou por menos que o Senhor lhe havia prometido (cf Gn 28:14). Sua fé ainda não era forte o suficiente para levar Deus a sério, de modo que Jacó condicionou o pagamento do dízimo ao cumprimento das promessas do Senhor. Deus, efetivamente, abençoou a Jacó, mas não foi por causa do voto que Jacó lhe fez, e sim, por causa da fidelidade do Senhor às promessas que havia feito a Abraão e a Isaque, promessas que, aliás, haviam sido renovadas, no sonho, pelo próprio Deus a Jacó 
(Gn 28:13-15).O voto, enquanto barganha, enquanto “troca de favores”, é, portanto, algo que se encontra totalmente fora de cogitação no relacionamento entre Deus e os homens, ante a constatação de que Deus é soberano e que ao homem cabe apenas submeter-se a este Deus Todo-Poderoso.

Mas, se o voto não é barganha, o que é então?

O voto é manifestação voluntária, ou seja, a declaração de vontade de alguém que é dirigida a Deus, um Deus que fez o homem com o direito de fazer escolhas e de expressar livremente a sua vontade. Todavia, qualquer ideia de barganha é infrutífera.

Deus, que é único, que é soberano e a quem pertence toda a Terra e tudo que nela há (Sl 24:1;1Co 10:26), não é “comprável” com presentes. Aliás, abomina os que se deixam levar por presentes (2Cr 19:7; Is 45:13). Se Deus é soberano, se tem o controle de todas as coisas, por que haveria de se vender a um ser humano por causa de um “voto”, de uma “promessa”?

 No Novo Testamento

Um exemplo clássico de barganha no Novo Testamento é o caso de Simão, o mago, que ofereceu dinheiro a Pedro e a João em troca da capacidade de se conceder o batismo com o Espírito Santo
 (At 8:18-21).Um dos mais sérios erros dos defensores da “teologia da prosperidade” é orientar seus seguidores a barganharem com Deus, como se uma oferta ou um dízimo fosse o suficiente para que Deus se tornasse nosso devedor. Muitos têm tratado estas e demais contribuições como “investimentos”, como um “toma-lá-dá-cá”, como se Deus se prendesse a gestos feitos pelos homens. Deus tem compromisso com a Sua Palavra, portanto nada disso é previsto nas Escrituras como um laço que obrigue Deus a enriquecer quem quer que seja. Na verdade, nossas contribuições financeiras (sejam elas ofertas ou dízimos) são um reconhecimento de que já fomos abençoados por Deus. Paulo deixa claro que Deus não deve nada a ninguém 
(cf Rm 11:34-36). A pergunta de Paulo continua válida em nossos dias: “quem deu primeiro a Ele para que depois possa ser retribuído?”. Nós contribuímos financeiramente porquê recebemos do Senhor primeiro, e não o contrário. Precisamos entender que ninguém dá a Deus antes, para depois ser retribuído.

a) O teu dinheiro seja contigo para perdição. Nenhum cristão verdadeiro será entregue à perdição (João 3:16).

b) Não tens parte nem sorte neste ministério. Em outras palavras, não fazia parte da comunhão dos santos.

c) O teu coração não é reto diante de Deus. Uma descrição apropriada para uma pessoa que não é salva e que quer barganhar com Deus.

d) Estás em fel de amargura e laço de iniquidade. Palavras como essas não poderiam ser usadas para uma pessoa regenerada.O nome “Simão” deu origem à palavra moderna “simonia“, a tentativa de comercializar coisas sagradas. A “simonia” inclui a venda de todas as formas de comercio relacionadas a questões divinas. Hoje, é aplicada aos mercadores da fé, que oferecem as bênçãos divinas mediante o pagamento de certa quantia em dinheiro. O apóstolo Paulo via, com muita tristeza, o crescimento dessa tendência mercadológica; para combatê-la, usou uma palavra cujo sentido é “falsificar ou mercadejar a Palavra de Deus”. Isso envolve práticas de “simonia” e adulteração da Palavra de Deus; é transformar o cristianismo numa prática comercial, visando apenas interesses pessoais.Atualmente, uma das práticas que caracterizam a “simonia” é a da falaciosa “restituição“. Esta prática ficou popularizada no cântico cujo refrão é “Restitui… eu quero de volta o que é meu”. Esta prática é, também, uma fonte de dinheiro para muitos inescrupulosos que, através de “campanhas de restituição”, têm levado multidões a “exigir de Deus o que foi tomado, o que é meu” e, além de lhes causar a abominação do Senhor, ainda por cima acabam tomando o que havia ficado, por meio de ofertas e “sacrifícios”, habilmente solicitados nestas mesmas campanhas. Irmão e amigos, nós não temos direito a nada! A própria expressão bíblica exarada em Romanos 3:23 já diz tudo: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”Rm 3:23). O salário do pecado é a morte (Rm 6:23). Somos salvos pela graça(Ef 2:8). Tudo que temos é por causa da graça de Deus. Exigir de Deus algo que não merecemos é um acinte ao nome preciso do Senhor.Ainda há aqueles que, induzidos por certos pregadores (pregadores?), que desprezando a soberania divina, passam a determinar seus “direitos” e a decretar suas “posses” como se o Senhor lhes fosse um mero empregado. Isto é falta de reverencia e temor a Deus.Portanto amados irmãos, não podemos compactuar com estas práticas de “restituição” e de tudo o que envolva esta idéia, pois ela é pura e simplesmente manifestação de rebelião contra Deus. Como sabemos, “… a rebelião é como o pecado de feitiçaria (1Sm 15:23). Que Deus nos guarde, pois os feiticeiros e os idólatras ficarão do lado de fora da cidade santa
 (cf. Ap 21:8; 22:15).Ao acharmos que algo é “nosso”, que deve ser devolvido, estamos afirmando uma ilusória independência do homem em relação a Deus, exatamente o que fez o primeiro casal pecar e perder a comunhão com o Senhor. Ao invés de “querer de volta o que é nosso”, devemos ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que foi expresso pelo apóstolo Paulo numa das suas frases lapidares: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2:20).

As Escrituras condenam a barganha. 

Por tudo que vimos nos dois itens anteriores, está claro que as Escrituras condenam a barganha com Deus. A verdadeira prosperidade do povo de Deus como é ensinada na Bíblia não é barganha com Deus, uma troca com Deus, eu dou 10 para receber 20, não. Infelizmente, muitos estão indo atrás de Jesus não porque queiram ter vida eterna, mas apenas para obter estas vantagens, que, a cada dia que passa, o sistema econômico lhes vai negando. Querem não servir a Jesus, mas, sim, se servir de Jesus e é precisamente esta a mensagem antropocêntrica da “teologia da prosperidade”. Estas pessoas, como diz o apóstolo Paulo, são as mais miseráveis criaturas humanas da face da Terra (1Co 15:19), porque, sabendo quem é Jesus e o que veio fazer neste mundo, querem apenas dEle se servir para terem bens e tesouros que nada lhes representará na eternidade. São pessoas que, infelizmente, não seguem a doutrina de Cristo que, tão explicitamente exposta no sermão do monte, nos manda ajuntar tesouros no céu e não na terra, pois onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mt 6:19-21).

PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA”

 A falsa doutrina do direito legal. 

A “teologia da barganha” tem como pressuposto a doutrina do “direito legal” do crente. Esta falsa doutrina tem como mentor Essek William Kenyon. Para ele, Deus ao instituir o homem como seu mordomo, deu “direitos legais” ao homem, que foram, com a queda, transferidos a Satanás que, “legalmente”, hoje domina a terra e a criação terrena. Para ser mais explícito, Kenyon quis dizer que a queda do homem foi um ato legal, isto é, Adão tinha o direito legal de transferir a autoridade e o domínio que Deus tinha posto em suas mãos para as mãos de um outro. Isto dá a Satanás o “direito legal” de ditar regras ao homem e à criação. Isto quer dizer que Satanás faz parte da redenção do ser humano (cic). A redenção seria uma fórmula pela qual Deus toma esses “direitos” de Satanás, livrando o homem do seu domínio. É esta a ideia-mestra de todas as “determinações”, “declarações” e “exigências” que caracterizam os “pregadores do positivismo”.

No entanto, tal pensamento não tem o menor respaldo bíblico. Deus nunca deixou de ser o Ser Soberano, o Ser Supremo. Quando a Bíblia nos diz que o homem foi constituído como ser que dominaria sobre as demais criaturas terrenas 
(cf. Gn 1:26-28), tal deve ser compreendido dentro do princípio de que o homem é “imagem e semelhança de Deus”, ou seja, de que jamais o homem teria “direitos legais” diante de Deus, mas o homem foi feito um “mordomo”, ou seja, um servo que era superior às demais criaturas divinas, mas que não deixava de ser servo, tanto que, ao conscientizar o homem de que ele era “livre”, Deus o fez por meio de uma ordem 
(cf. Gn 2:16,17), deixando bem claro quem era a autoridade, quem mandava e quem deveria obedecer.

A prática do determinismo

Esse é um dos pressupostos usuais da “teologia da barganha”. A falaciosa “doutrina do determinismo” insinua, dentre outras aberrações “teológicas”, que não é mais preciso orar, e sim apenas “determinar”.
Para os seguidores desta prática vergonhosa não se deve orar a Deus rogando a Ele que faça “segundo a sua vontade”, e sim impor a nossa vontade a Deus. Isso vai de encontro o que a Bíblia Sagrada nos ensina: “Esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, SEGUNDO A SUA VONTADE, ele nos ouve“(1João 5:14).
Hoje temos visto falsos mestres ensinando que a oração da fé precisa determinar para Deus o que queremos. Este falso ensino proclama que oração é a vontade do homem prevalecendo no céu em vez da vontade de Deus prevalecendo na terra.

Analise a estrutura da oração-modelo que o Senhor deixou -- o “Pai Nosso“(Mt 6:9-13). Ela nos revela que não há lugar para o “EU” e nem para o determinismo arrogante. Senão vejamos: “Pai nosso, que estás no Céu” -- nossa posição: filhos de Deus; “Santificado seja o teu nome” -- nossa posição: adoradores; “Venha o teu Reino” -- nossa posição: súditos; “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no Céu” -- nossa posição: servos; “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” -- nossa posição: dependentes; “Perdoa-nos as nossas dívidas” -- nossa posição: pecadores; “E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” -- nossa posição: fracos espiritualmente. Portanto, submissão à vontade de Deus, e não imposição da nossa vontade a Deus, é o alicerce da nossa confiança na oração. Aliás, devemos temer orar por qualquer coisa que não esteja de acordo com a vontade de Deus.

Devemos estar cientes que Deus é soberano sobre tudo e sobre todos: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos”
(Is 55:8). “O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade. Bendizei ao Senhor, vós todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio! Bendizei, ó minha alma ao Senhor!” (Salmo 103:19-22). “E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4:35).

Em fim, prosperidade segundo a Bíblia não é determinismo, e sim benção de Deus. Porque sem a benção de Deus não há o que se falar em prosperidade. Sabe por quê? “Porque a benção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” 
(Pv 10:22). A prosperidade verdadeira consiste na bênção do Senhor. Quer sejamos pobres, ou ricos, a presença e a graça do Senhor são o nosso maior tesouro.

O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS

 O perigo de se ter um Deus imanente, mas não transcendente

Deus é transcendente e imanente. Ou seja, a despeito de habitar nas alturas mais insondáveis, e apesar de infinito e imenso, não permanece alheio às suas criaturas. Assim, ao longo dos séculos, o Eterno vem se comunicando com o homem, direta ou indiretamente. Ele tem prazer de ser assim com o ser humano; é tanto que, após o pecado do homem, Ele proveu o Cordeiro imaculado, Jesus Cristo, para através de sua morte vicária resgatar o ser humano ao estado original da criação.
Embora Deus tenha o prazer de atender ao ser humano em suas necessidades, não podemos nos esquecer que Ele é soberano e está acima de toda criação. Deus é superior ao homem e, portanto, o homem não pode querer esquadrinhar os Seus pensamentos ou entender os Seus propósitos, a não ser pela própria revelação divina.

Conquanto a natureza possa nos fazer inferir que haja um Deus, não permite que nós, através dela ou da razão, possamos descobrir os mistérios e as profundidades do pensamento divino, pois Deus é Deus e nós, meros homens. Ou seja, Deus é transcendente -- Ele é diferente e independente da sua criação (ver Ex 24:9-18; Is 6:1-3;40:12-26; 55:8,9). Seu Ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada 
(1Rs 8:27;At 17:24,25).

Atualmente, os teólogos adeptos da “teologia da barganha”, tentam, a bel prazer, priorizar a relação de Deus com a criação, ignorando propositalmente a soberania e a vontade de Deus. Ninguém deve, jamais, pensar que é merecedor de qualquer coisa que parta de Deus. Isso deve se aplicar a todos os aspectos da vida do cristão, desde o ar que respiramos, passando pela salvação provida na cruz, ou qualquer outro benefício que venhamos a receber dEle
 (Tg 4:13-15).

Quando vemos as promessas divinas, como ato soberano de Deus, temos motivos para nos humilhar perante Sua potente mão e reconhecermos que não passamos de homens e mulheres carentes de Sua graça. É uma pena que alguns cristãos não estejam se apercebendo disso, resultando em excessos na oração e nas pregações. De vez em quando, vemos e ouvimos pregadores que oram determinando bênçãos às vidas de seus expectadores. Alguns, mais ousados, querem pôr Deus no “canto da parede”, justificando, não poucas vezes, que Deus, ao prometer, não pode mais voltar atrás, tornando-se, assim, escravo de Sua palavra. Tal ensino é um acinte à soberania divina, uma verdadeira blasfêmia, que não ficará impune. Deus não tem que dar satisfação a ninguém, a não ser a Ele mesmo. Ao assumir um compromisso, como diz o a Bíblia em Isaías 55:10,11, assume um compromisso com Ele mesmo. Deus é fiel, como dizem as Escrituras 
(1Co 1:9; 10:13; 2Co 1:18), ou seja, cumpre a sua Palavra, não porque o homem passe a Lhe mandar, mas, sim, porque o caráter de Deus diz que Ele não muda 
(Ml 3:6), é a verdade (Dt 32:4; Jr.10:10), é Justo (Ex 9:47; 2Cr 12:6; Sl 11:7) e que, portanto, sua Palavra só pode ser “sim e amém” (2Co 1:20). Certo teólogo afirmou que Deus “pode fazer tudo o que quer, mas não quer fazer tudo o que pode”. Isto significa que o poder de Deus está sob o controle de sua sábia vontade.

O perigo de se transformar o sujeito em objeto. 

Hoje estamos assistindo ao fenômeno do mercadejamento da fé. A falaciosa “teologia da barganha” tem, vergonhosamente, transformado a fé em um grande negócio rentável e cada vez mais crescente. Isso tem trazido prejuízos enormes para a Igreja do Senhor Jesus. Há pastores que transformam o púlpito em uma praça de negócios, e os crentes em consumidores. São obreiros fraudulentos, gananciosos, avarentos e enganadores. São amantes do dinheiro e estão embriagados pela sedução da riqueza. Há pastores que mudam a mensagem para auferir lucros. Pregam prosperidade e enganam o povo com mensagens tendenciosas para abastecer a si mesmos.

A briga por espaços na mídia tem sido assaz notória, vendendo uma ilusão de que seus ministérios são aprovados por Deus, quando na verdade eles estão iludindo uma parcela dos que cristãos dizem ser, que não entendem que essa atitude mercantilista é reprovada por Deus. O Senhor em Sua Palavra, já nos primórdios da fé cristã, já advertia os crentes que muitos seriam feitos negócio com palavras fingidas de pessoas inescrupulosas (2Pe 2:3). Antes mesmo da formação da Igreja, o profeta Ezequiel já indicara a existência de pastores infiéis, que têm como objetivo tão somente explorar as ovelhas 
(Ez 34:4). Eles estão mais interessados no dinheiro das ovelhas do que na salvação delas. Eles negociam o ministério, mercadejam a Palavra e transformam a igreja em um negócio lucrativo.Vergonhosamente, pastores e mais pastores estão se desvinculando da estrutura eclesiástica e rompendo com suas denominações para criar ministérios particulares, em que o líder se torna o dono da igreja. A igreja passa a ser uma propriedade particular do pastor. O ministério da igreja torna-se um governo dinástico, em que a esposa é ordenada, e os filhos são sucessores imediatos. Não duvidamos de que Deus chame alguns para o ministério específico em que toda a família esteja envolvida e engajada no projeto, mas a multiplicação indiscriminada desse modelo é deveras preocupante. O meu maior desejo é que esses pastores convertam-se dos seus maus caminhos, antes que seja tarde demais, antes que sua mente fique cauterizada e a apostasia não mais ofereça lugar à piedade e a honestidade 
(ler Pv 29:1).

O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos. 

Os adeptos da “doutrina da barganha” têm transformado o relacionamento com Deus em algo meramente técnico e interesseiro. Segundo seus ensinamentos, para se obter o que se deseja de Deus é preciso fazer quatro coisas, as chamadas “regras da fé” ou “fórmulas da fé”, a saber:

a) confessar o que você quer.

b) crer que você tem aquilo que você quer.

c) receber o que você quer.

d) contar aos outros que você tem o que você quer.

De pronto, observamos que a soberania de Deus não é levada em consideração. Tudo gira em torno do que “você quer”, sem que se indague se o que se quer é o que Deus quer. Desprezam a realidade de que, apesar de sermos filhos de Deus, somos totalmente submissos à sua vontade e à sua soberania, como Jesus mesmo nos ensinou na oração-modelo -- “o Pai nosso” -- e na sua oração no jardim do Getsêmane(vide Lc 22:42); veja também 1João 5:14.
Temos, portanto, mais uma vez, evidenciado que a “doutrina da barganha” diviniza o homem, dá uma “roupagem evangélica” para o desejo pecaminoso de se ser independente de Deus. Que Deus nos guarde de agirmos assim, pecando contra a Sua soberania.

CONCLUSÃO

A Bíblia não ensina a fazer-mos uma barganha com Deus, não somos ensinados a ter que dar tanto para receber tanto. Deus não se condiciona aos nossos caprichos. Quando nos abençoa é pela sua misericórdia e tudo que recebemos é por sua infinita graça. Aliás, os “teólogos da barganha” conhecem pouco acerca da doutrina da graça, uma doutrina tão defendida pelos reformadores. O Deus Todo-Poderoso, que conhece tudo e que faz infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, está sendo trocado por, Aladim o gênio da lâmpada, que só é buscado quando precisam de algum favor. Um Deus que tem que cumprir com todos pedidos dos pregadores da Fé.



|  Autor: Luciano Santos  |  Divulgação: estudosgospel.com.

PORQUÊ O "DEUS" DESTE SÉCULO CEGOU O ENTENDIMENTO





Quando a Bíblia diz que Satanás é o “deus deste século” que cegou o entendimento dos incrédulos, isso significa que ele é a influência por de trás desde mundo caído e perverso. Ele rege este mundo no que diz respeito ao seu modo de vida contrário à Palavra de Deus.O diabo cega o entendimento dos incrédulos para que eles não possam compreender a verdade do Evangelho. Assim, ele exerce autoridade sobre os vários aspectos de suas vidas e influencia seus pensamentos, ações e desejos.Foi o apóstolo Paulo quem falou do diabo como o “deus deste século”. Ele aplicou essa expressão ao falar do ministério do engano e da mentira de Satanás, em oposição ao fiel ministério da proclamação do verdadeiro Evangelho da Nova Aliança de Jesus Cristo (2 Coríntios 2:14-6:10).Paulo foi um apóstolo comissionado pelo Senhor para desempenhar o excelente ministério de proclamação do Evangelho. Frequentemente ele enfrentava resistência de pessoas que eram inimigas da obra de Deus e se empenhavam em espalhar heresias e minar a fé dos crentes. A cidade de Corinto foi um dos lugares onde ele mais enfrentou oposição.

Os falsos mestres de Corinto acusavam Paulo de ser um enganador que pregava uma mensagem antiquada e ineficaz. Mas na verdade eram eles que adulteravam e distorciam a Palavra de Deus. Então nesse contexto Paulo escreveu: 

“Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto; nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”

 (2 Coríntios 4:4,5).

O deus deste século


Dizer que Satanás é o deus deste século não significa dizer que ele é uma divindade; e muito menos significa colocá-lo no mesmo nível de Deus. Só há um Deus Todo-Poderoso que governa soberanamente todas as coisas.Satanás é simplesmente uma criatura de Deus. Ele é um ser espiritual que caiu do estado original de pureza em que foi criado; isto é, ele é um anjo caído que agora dedica sua existência a ser adversário de Deus e de seu povo. Ele não é o único nesse estado. A Bíblia diz que há muitos outros anjos que também pecaram, e que Satanás possui liderança sobre eles.Por causa de sua atual natureza, propósito e ação, os textos bíblicos falam de Satanás como sendo o maioral dos demônios, o príncipe deste mundo, o príncipe da potestade do ar etc. (Mateus 13:28; João 8:44; Efésios 2:2).Então Satanás não governa de forma absoluta este mundo. Na verdade ele só pode operar dentro dos limites que Deus lhe impôs. Ele só pode ir até onde Deus lhe permite ir. Em sua soberania e sabedoria, Deus permite que Satanás domine sobre o mundo incrédulo. A Bíblia diz que Satanás exerce a autoridade que lhe foi dada (Lucas 4:6).John MacArthur explica a expressão “deus deste século” dizendo que Satanás controla a atual disposição de mente do mundo expressa por meio dos ideais, opiniões, objetivos, esperanças e visões da maioria das pessoas. Isso envolve as filosofias, a educação e a economia do mundo.

Cegou o entendimento dos incrédulos


Satanás é o fomentador do engano e da mentira que há no mundo (João 8:44). O diabo é tão meticuloso em seu propósito, que a Bíblia diz que ele é capaz de se transformar em anjo de luz para enganar as pessoas (2 Coríntios 11:14). Então através de simulacros de milagres, sinais e maravilhas, ele engana os pecadores mais e mais (2 Tessalonicenses 2:9). Através de seu sistema mundano e iníquo, Satanás cega o entendimento dos incrédulos para as verdades de Deus.Portanto, como resultado da ação de Satanás neste mundo, os incrédulos se aprofundam ainda mais em suas impiedades, aumentam ainda mais suas trevas morais e transgridem cada vez mais a vontade de Deus, não compreendendo plenamente as verdades e demandas do Evangelho.A única forma de esse estado de incredulidade e cegueira ser alterado é se o próprio Deus iluminar o entendimento do pecador através do Evangelho, despertando-o para a salvação em Cristo por meio da fé (2 Coríntios 4:6; cf. João 3:3). A obra vivificadora do Espírito de Deus na vida do pecador o liberta do sistema do mundo operado por Satanás (Efésios 2:1-8).

O deus deste mundo não tem poder sobre os crentes

Isso também quer dizer que “o deus deste século” não domina sobre os verdadeiros crentes em Cristo Jesus. Os ímpios são escravos do pecado. Como prisioneiros do diabo, eles servem como agentes propagandistas de sua vontade maligna (2 Timóteo 2:26).Mas a Bíblia diz que os redimidos foram resgatados por Deus do domínio das trevas e transportados para o Reino do seu Filho amado (Colossenses 1:13). Eles vêem a glória de Cristo pela iluminação do Evangelho e refletem essa glória em suas vidas diárias. Ainda que o deus deste século tente enganá-los, ele jamais terá êxito em seu empreendimento.O apóstolo João explica por que o deus deste século que cegou o entendimento dos incrédulos, não possui poder sobre os crentes. Ele diz: 

“Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno. E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” 

(1 João 5:19,20).




Autor : Daniel Conegero





O FIM DA VIDA

  

A cada minuto, a cada segundo, tragédias  acontecem ao redor do mundo, pessoas morrem como gado por suas más condutas ou também boas condutas, não  estamos preparados para morrer mas temos que estar preparados para viver uma eternidade de pura felicidade e gozo, em uma vida que cristo promete para aqueles que o buscam, existem diversas formas para morrer, pois nosso corpo é  mortal,  limitado e desprezível espiritualmente 
(amaldiçoado com a queda de Adão e eva). 


A morte é  apenas uma porta de entrada para outra vida a qual será eterna. Todos nós estamos sendo disputados por dois Senhores, Cristo, que deseja nos levar para a glória eterna e o diabo que tem o extremo desejo de nos levar para o inferno e nos fazer sofrer junto com ele. Você faça sua escolha, sua escolha dependerá para onde você irá, como já escrevi anteriormente, nosso tempo é  curto, a vida passa num estalar de dedos. 

      
  A esperança daqueles que creem em Deus e salvos por sua fé , o resultado será eterno.

    Dentro desta carne  humana existe uma alma (que é você), você  é  eterno, sua alma não  morre, mas pode sentir: dor, alegria, satisfação, sofrimento e angustia e etc..  e assim que ela se descola do corpo já passa a ver o mundo espiritual, que no mundo físico não enxergavamos, se você for para o céu, amém , mas se for ao contrário aí será  tarde demais, uma eternidade de dor e sofrimentos sem fim, porque nada será  comparado ao sofrimento que você  vive em vida, nada mesmo, o lago de fogo será  o último destino dos que estão agora lá no inferno.. digamos que na atualidade posso comparar o inferno como uma ante-sala, os que morrem sem jesus vão pra lá  a espera do grande julgamento
(o grande trono Branco) que aliás  será um julgamento justo e imparcial depois deste julgamento virá a grande condenação, o pior lugar onde até  o diabo tem medo, porque é  lá  que ele realmente irá sofrer. 


A morte sempre foi um mistério para a humanidade, pois nós não sabemos oque há do outro lado, a não  ser pelas escrituras sagradas, e por causa de algumas religiões muitas pessoas acreditam na vida após a morte de formas diferentes, leitor a religião não salva ninguém, oque salva é  a obediência  a palavra de Deus, no mundo em que vivemos tudo se encaminha para a volta de cristo, devemos nos preparar sempre. 


  No inferno não existira  oportunidades.

Acredite ou não, neste exato momento milhões de almas perdidas clamam por uma segunda chance, infelizmente não poderão mais retornar a vida, elas tiveram a chance (quando vivas). E portanto a vida eterna é  tão maravilhosa quanto ficar a eternidade no lago de fogo, imagine o horror de ficar lado a lado com Satanás e seus demônios sentindo a dor mais cruciante que nenhum humano é  capaz de aguentar, sem esperança de uma ação heróica, sem alívio, sem o amor, uma eternidade que nunca acabará. O lago de fogo (segunda morte) é o lugar mais temido pelos demônios pois é o destino deles, lá não enganarão ninguém, pois todas as suas obras de destruição estarão terminadas, agora eles serão destruídos perpetuamente, eles sabem do destino que os espera, por isso trabalham duro para levar um grande número. 



     

Autor: luciano Silva





@Lucianol.10

O DESCANSO NO CÉU



Ele é a esperança de todo aquele que crê. Durante séculos o céu foi retratado por artistas, poetas autores e pregadores, Agostinho , Dante, John Milton e muitos muitos outros escreveram sobre o céu e suas glórias. O céu é cantado em hinos, música erudita e popular. E mencionado em anedotas e hospitais, a promessa do céu tem dado esperanças aos Aflitos. Conforto aos enlutados e reafirmação aos que enfrentam batalhas espirituais.

  O CÉU É REAL ?


 Na era da fantasia, dos efeitos especiais, do misticismo e da apatia espiritual, e fácil interpretar o céu de maneira errada. Mas a Bíblia é bem clara quanto a existência e ao propósito do céu é o Estado Eterno sao parte do plano de Deus para as Eras, o céu e a profecia estão relacionados integralmente.
    A biblia não nos diz tudo o que gostaríamos de saber sobre o céu, mas nós da vislumbres do futuro para nos encorajar no presente.

   TODO MUNDO VAI PARA O CÉU?


    Geralmente ouvimos a frase  "todos os caminhos levam a Deus" o que implica que todas as religiões podem afirmar que tem a verdade, ou que toda a humanidade tera o mesmo fim. No cristianismo alguns afirmam que todos receberão salvação. Sim mas nem todos estão preparados (espiritualmente) e outros tem o chamado de Deus mas que não dao ouvidos.  
   Talvez voce tenha chegado a está última pergunta e ainda não tenha certeza de qual será seu destino eterno. Se este for o caso, está e a pergunta mais importante para você,e eu o incentivo a pensar cuidadosamente. Para obter a salvação e a vida eterna que Jesus Cristo oferece, devemos individualmente confiar que o pagamento de cristo por meio da sua morte na cruz e da sua ressurreição e a única maneira de recebermos o perdão dos nossos pecados, restabelecimento de um relacionamento com Deus e a vida eterna.

 " Porque pela graças sois salvos mediante a fé ; e isto não vem de vós ; e don de Deus; nao de obras ; para que ninguem se glorie"

(Efésios 8,9)

 E por isso que João convida quem tem sede  a vir e começar um relacionamento com Deus por meio de Cristo.



    Autor : Luciano Silva






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